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  • O regresso do bom e velho Adriano de Souza
    06 abril 2021
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  • Num momento de alta tensão, o surfista brasileiro apresentou a sua melhor versão e prossegue a sua caminhada em Merewether Beach.
  • O segundo dia de competição da Rip Curl Newcastle Cup foi dedicado em grande parte às melhores surfistas do mundo. Os homens apenas entraram na água para efetuar a impediosa ronda de repescagens, onde cada deslize significa dizer adeus ao evento.

    Assim, 12 surfistas lutaram pela sobrevivência em Merewether Beach, sendo que quatro deles acabaram por perder de primeira. Um desfecho ao qual escapou brilhantemente um dos anciões do atual elenco do World Championship Tour (WCT), Adriano de Souza. 

    O campeão mundial de 2015, segundo brasileiro da história a conseguir tal feito, aterrou na Austrália carregando na sua mochila o peso da decepcionante eliminação no muito querido Pipe Masters. Em Pipeline, a onda na qual subiu ao cume do surf mundial, Mineiro tombou nas repescagens. 

    Por isso, agora no início da perna australiana havia que apertar os dentes e sacar a sua melhor versão para evitar nova desmoralizadora derrota.

    Na primeira apresentação em Newcastle, falhou por uma unha negra a passagem direta à terceira ronda e os sinais de alarme voltaram a ecoar. Contudo, Adriano de Souza não esmoreceu e puxou dos galões no heat das repescagens diante de outra figura da velha escola, Owen Wright, e o wildcard Matt Banting.

    Não venceu, pois foi suplantado à última hora por Owen, mas para a história fica uma exibição cheia de garra, consistência, correta escolha de ondas e classe, que catapultaram o experiente surfista de 34 anos para a ronda seguinte, onde vai defrontar outro veterano de guerra, o gaulês Jeremy Flores.

    Por momentos, tivemos pinceladas do surf que levou o de Guarujá ao título mundial, à vitória em seis etapas do WCT e a ser uma fonte de inspiração dos compatriotas Gabriel Medina, Ítalo Ferreira, Filipe Toledo, entre outros.

    O tempo não perdoa e o grande amigo de Tiago 'Saca' Pires no tempo deste no Mundial está de malas feitas desta esfera, onde chegou em 2006 e de lá não saiu mais. No entanto, livre dos problemas num joelho que comprometeram a época de 2019, com boas vibrações e em perfeita sintonia com o oceano, Adriano pode ainda aqui e ali fazer coisas bonitas. Afinal, quem sabe nunca esquece. 

     

     

     

     

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