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  • Sete apontamentos sobre o triunfo de Medina em Narrabeen
    20 abril 2021
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  • O primeiro triunfo de Medina na temporada, promete não ser o último e deverá ficar durante muito tempo na memória dos fãs do surf mundial.
  • Gabriel Medina foi o surfista do evento em Narrabeen e, consequentemente, o vencedor final da terceira etapa do WCT 2021. O surfista brasileiro teve uma performance avassaladora, respondendo à letra à exibição do compatriota e rival Italo Ferreira em Newcastle. Um triunfo que deixou Gabriel Medina completamente isolado na liderança do ranking mundial.

    Foi graças a um recital de surf progressivo que Medina carimbou o triunfo, após um dia final em que ninguém lhe fez frente. Um verdadeiro passeio a norte de Sydney, que culminou com um dos triunfos mais naturais dos últimos tempos. À medida que o campeonato avançava poucos eram os que esperavam outro desfecho e Gabriel fez questão de vincar o triunfo de forma bem contundente.

    O primeiro triunfo de Medina na temporada, promete não ser o último e deverá ficar durante muito tempo na memória dos fãs do surf mundial. Uma performance irrepreensível do bicampeão mundial, que o deixou cada vez mais perto de carimbar o bilhete para a finalíssima de Trestles. Eis sete apontamentos sobre a vitória de Medina na nova etapa de Narrabeen.

    - Três eventos, três finais. E após duas perdidas, para John John em Pipe e Italo em Newcastle, eis finalmente o triunfo. Para quem tinha arranques de temporada quase agonizantes, patrocinados também pelas festas de pré-temporada com o amigo Neymar, Medina garante em 2021 aquele que é de longe o melhor arranque de temporada de sempre. Se a segunda metade de temporada for como aquelas a que nos foi habituando, corre o risco de ficar intransponível;

    - A nova condição de casado e o novo treinador Andy King também contribuíram em muito para esta nova versão de Medina. Mais focado, mais letal, o brasileiro já não facilita tanto. O novo approach, já não é segredo, envolve um Medina mais ativo durante os heats, apanhando muitas ondas, indo um pouco atrás do estilo de Italo Ferreira. “Quero surfar mais e sinto-me feliz com isso”, resumiu após o heat com Kikas. E a verdade é que tem resultado na perfeição;

    - Medina não tem acusado a pressão, nem nas situações mais críticas. Provou-o já várias vezes, sobretudo nos quartos-de-final frente a Cibilic. Enquanto os adversários necessitam das melhores ondas do heat para fazer a diferença, o brasileiro consegue superiorizar-se até com a ajuda das piores ondas… bastando para isso que lhe surjam rampas pela frente. A sensação que fica nos seus heats é que num par de segundos pode virar qualquer tipo de situação. Até uma combinação a cinco minutos do final, caso isso venha a ser necessário…

    - De menos a mais. Tal como os grandes campeões, Medina sabe que não vale a pena gastar todos os trunfos de início. O que temos visto é um Gabriel Medina em crescendo ao longo do campeonato, longe de dar nas vistas nas primeiras rondas, mas disparando nas fases cruciais. O primeiro milho é para os pardais, já dizia o ditado. E o brasileiro sabe bem interpretá-lo. Em Narrabeen ficou-se por scores na casa dos 11 pontos nas duas primeiras aparições. E depois foi sempre a somar, com exceção, curiosamente, da meia-final frente a Kikas. O que também diz bem da forma como a competitivade tática do português consegue ainda condicionar um pouco o número um mundial;

    - Imune a críticas, Medina soma e segue a sua caminhada rumo ao topo do surf mundial. Numa altura em que no Brasil os boatos sobre a separação familiar tomam ainda maiores proporções, envolvendo já também o seu irmão e cunhada, Gabriel prossegue a todo o gás nas ondas, mostrando-se calmo e feliz a competir. É a melhor resposta a toda a especulação que envolve a sua vida pessoal.

    - Este foi o 15.º triunfo de Medina no WCT. Contudo, foi apenas a segunda vez que o surfista brasileiro subiu ao lugar mais alto do pódio na Austrália. Desde o arranque de temporada de 2014, na Gold Coast, que Gabriel não vencia na OZ, o que demonstra bem essa fragilidade outrora existente nos inícios de temporada, mas que já é uma coisa do passado;

    - Não tão importante, mas também interessante são os novos claims de Medina. E tantos que tem sido obrigado a fazer… Primeiro foi a simulação de um cesto de basquetebol, em Newcastle, que teria como dedicatória o amigo Jimmy Butler, jogador da NBA. Repetiu o gesto em Narrabeen, mas no momento decisivo foi a imitação do festejo de Cristiano Ronaldo que mais saltou à vista, dizendo bem alto: “Eu estou aqui”. Presunções à parte, a verdade é que também isto faz parte do espetáculo dado por Medina dentro de água.

    John John Medina

     

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