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  • Kelly Slater e um golpe demasiado duro nas suas aspirações
    05 março 2021
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  • KS teve um início de época auspicioso em Pipeline, mas agora é forçado a uma paragem quando a competição está perto do reatamento.
  • Tem 49 anos de idade, 30 deles passados a competir ao mais alto nível na cena internacional e o seu percurso é impossível dissociar da história do surf de competição.

    Ano após ano sempre nos habituámos a vê-lo em ação, conquistando títulos atrás de títulos, já leva o número recorde de 11 nas vitrines lá de casa, a virar sobre a buzina heats que pareciam impossíveis de vencer e a assinar manobras que jamais esqueceremos.

    Uma fonte de inspiração para muitos e um símbolo de longevidade no desporto mundial. Um verdadeiro craque na arte de surfar ondas.

    No entanto, tal como o mais comum dos mortais que habita este planeta, Robert Kelly Slater também é feito de carne e osso. E precisamente o curso normal da vida encarrega-se de mostrar isso.

    Hoje foi um desses dias. O lendário surfista norte-americano é notícia porque vai falhar as próximas etapas do Mundial, na Austrália, devido a problemas físicos, naquela que parece ser uma mistura de debilidades recentes com coisas de antanho.

    Um "rude golpe" assim define KS o momento que agora enfrenta e realmente a coisa não é para menos. Não só pelo seu declarado amor ao país dos cangurus, mas fundamentalmente porque Slater entrou em 2021 embalado pelo melhor arranque de temporada desde 2013. Em Pipeline, no seu jardim, só foi vergado nas meias-finais pelo novo Pipe Master, John John Florence, num heat memorável.

    Com a perna australiana à porta, o 11 vezes campeão do mundo depositava legítimas esperanças em consolidar este bom início de curso e começar a posicionar-se para almejar o surf-off de Trestles, local onde vai ser discutido o título de 2021. Uma vez garantido o bilhete para a decisão final, tudo seria possível quanto à conquista do inédito 12º título mundial. Afinal, estamos a falar do Rei Kelly.

    Só que Kelly Slater foi traído pelo seu físico. A concretizar-se a ausência de toda a perna 'aussie', Slater terá hipotecado as suas chances de estar presente em Trestles, no próximo mês de setembro.

    Triste fado este ao qual se junta o facto de também não ter conseguido vaga para a muito aguardada estreia do surf nos Jogos Olímpicos de Tóquio, no próximo verão.

    O que está feito, feito está e Kelly, que já passou por outros momentos complicados em termos físicos, sabe bem que agora é hora de apertar os dentes e trabalhar afincadamente na recuperação para em breve fazer aquilo foi impossibilitado na última semana. Isto é, surfar ondas.

    Seguramente que voltará com a casta que define os grandes campeões e pronto a dar água pela barba aos jovens lobos do Mundial pela enésima vez.

    Quanto aos fãs de uma vida de KS e do Mundial, também eles voltam a sofrer uma nova desilusão em torno desta atribulada perna australiana, que ainda nem foi para a água e tantas histórias já teve à sua volta.

    Como se já não bastasse a saída de cena da emblemática etapa de Bells Beach, agora ficam privados de ver em ação o mais mítico dos surfistas que compõe a turma do Mundial. O que mais faltará acontecer?

     

     

     

     

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