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  • Concha Balsemão: “Ganhei uma bolsa para uma Universidade perto de Kirra e Snappers”
    20 fevereiro 2021
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  • Surfista algarvia juntou o surf à formação escolar, sempre com o objetivo em mente de chegar ao WWT.
  • Aos 18 anos, a jovem portuguesa Concha Balsemão vive os melhores dias da ainda curta carreira. Esteve presente na abertura do WQS 2021, em Boomerang Beach, Nova Gales do Sul, e arrancou um surpreendente 9.º posto. O resultado do trabalho que tem desenvolvido na Austrália, para onde viajou há mais de um ano e onde se encontra a estudar.

    Depois deste resultado, a surfista algarvia vai dedicar-se à Universidade, deixando de lado as provas seguintes, mas sem nunca abdicar do sonho de se tornar surfista de elite. Aliás, a escola tem andado sempre de mãos dados com o surf e é isso que nos conta nesta conversa, que se seguiu ao grande momento conseguido no Great Lakes Pro.

    Beachcam - Acabaste de conseguir uma estreia muito positiva no WQS 2021. Como foi tudo?

    Concha Balsemão - Este foi o meu melhor resultado até ao momento na World Surf League. Desde que vim para a Austrália que tenho estado muito focada e a trabalhar intensamente para alcançar melhores resultados. 

    B - Infelizmente, os primeiros dias de prova não tiveram transmissão, como foi a prova em termos de condições?

    CB - Nos primeiros dias a prova decorreu em Boomerang Beach e as condições estavam difíceis devido ao tamanho das ondas, ao forte vento e às correntes. Mas eu gosto muito de competir em mar grande, pois o meu surf adequa-se bem neste tipo de condições. 

    B - Este resultado também denota uma boa evolução da tua parte. Depois de uma grande temporada fora de portas, como tem sido essa aventura?

    CB – Sim, já evoluí desde que cheguei. Consegui entrar no programa Surfing Excellence na escola, o que me deu oportunidade de surfar com alguns dos melhores juniores da Gold Coast três vezes por semana. Estou no Clube de Snapper Rocks e tenho um campeonato do clube por mês, o que me faz manter o ritmo. Além disso tenho sido bem acompanhada e tenho dedicado muito tempo aos meus treinos. 

    B - Não estás inscrita nos próximos eventos do WQS na Austrália. Este resultado vai fazer com que mudes de ideias ou este foi mesmo o único evento que estás a pensar entrar?

    CB - Como sou europeia os meus resultados não contam pontos para o ranking. E este ano entrei para a Universidade onde vou começar as aulas para a semana. Vou estudar Business and Enterprise. Essa é a principal razão pelo qual não vou entrar nos próximos eventos. Em princípio, em maio vou participar na etapa do QS de Burleigh Heads que fica mais perto de minha casa. 

    B - Olhando mais para fora da competição, como surgiu esta viagem para a Austrália?

    CB - Concorri a uns trials do Sport Excellence Surfing na Escola PBC, onde consegui entrar. Vim fazer o 12.º ano com esse programa. Através dos resultados que fiz e, principalmente, pelo meu 2.º lugar no Queensland School Titles, em Setembro, na Sunshine Coast, ganhei uma bolsa de estudo para a Southern Cross University, que por acaso fica bem perto de Kirra e Snapper Rocks. 

    B - Até quando pensas ficar? Num futuro a breve prazo pensas voltar a fazer as provas em Portugal e na Europa?

    CB - Neste momento não tenho planos a longo prazo, mas, sim, vou voltar a competir em Portugal e na Europa com o objetivo de poder subir nos rankings do QS e poder qualificar-me um dia mais tarde para o WCT.

    B - Surfar na Austrália é diferente de Portugal, sobretudo para uma surfista que está no seu processo de formação? O nível na água é tão elevado como se fala?

    CB – Sim, o nível é bastante elevado, praticamente todos os australianos surfam bem o que me faz querer evoluir e surfar com pessoas com tanto nível. 

    B - Em que picos já surfaste e quais aqueles que te marcaram mais?

    CB - Na Gold Coast já surfei em quase todos. Os que costumo surfar mais são D-bah, Snapper Rocks, Kirra, Burleigh Heads e Currumbin, que é onde surfo regularmente. E sempre que o swell sobe costumo ir para Noosa, que é sem dúvida um dos meus picos preferidos. Para os lados de Nova Gales do Sul gosto de surfar em Cabarita, Yamba e Lennox Heads. 

    B - Quais os teus reais objetivos futuros no surf? Onde te vês daqui a 5 anos em termos surfísticos?

    CB - Estou a trabalhar para isso e gostava muito que daqui a cinco anos estivesse a entrar para o WCT. Até lá vou continuar focada e com os meus planos de treino para continuar a evoluir.

     

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