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  • Marrocos e mais três provas europeias “saltam” do calendário WQS
    05 janeiro 2021
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  • Com esta baixa, as provas europeias vão arrancar apenas em março, com o QS3000 de Netanya, em Israel.
  • Aos poucos começam a surgir mais e mais cancelamentos no calendário de provas da WSL, sobretudo no WQS, circuito de qualificação, que sofreu alterações profundas para 2021. A nível europeu, quando saiu o calendário provisório, existiam 9 etapas para os jovens europeus tentarem amealhar pontos e garantir a passagem às Challenge Series que dão acesso ao WCT. Só que quatro dessas etapas já “desapareceram” do calendário.

    Sem qualquer anúncio oficial, até porque o primeiro calendário que surgiu era provisório, deixaram de aparecer eventos importantes no site da WSL. O maior destaque vai para o QS5000 de Marrocos, que abriria a temporada europeia, mas que já não surge no calendário.

    A prova que se estreou em 2019 nas direitas de Taghazout, contava simultaneamente para o ranking europeu e africano e na sua edição inaugural viu portugueses em grande plano, com Frederico Morais e Vasco Ribeiro a chegarem ambos às meias-finais. Mas em 2021 isso já não irá acontecer.

    Com esta baixa, as provas europeias vão arrancar apenas em março, com o QS3000 de Netanya, em Israel, que se realiza de 10 a 20 de março. As duas provas portuguesas inicialmente apontadas para o WQS mantêm-se intactas e deverão acontecer também em março. Falamos do QS3000 de (22 a 27) e o de Santa Cruz (29 a 3 de abril).

    Depois, notam-se mais três cancelamentos. As provas menores que estavam programadas para Las Americas, nas Canárias, Lacanau, em França, e Newquay, no Reino Unidos, saíram todas do calendário, fazendo que a ação europeia enfrente uma paragem de várias semanas, regressando apenas em junho, quando se realizará o QS3000 de Pantín, em Espanha, e o igualmente QS3000 de Anglet, em França.

    Embora, conte depois com três provas no calendário das Challenge Series (Açores, Ericeira e França), podendo beneficiar de alguns wildcards, a verdade é que os surfistas europeus ficam, assim, com um calendário algo “depenado” na estreia do novo formato do WQS, cujo objetivo passa por dar mais oportunidades aos jovens surfistas nos seus continentes, evitando as despesas das constantes viagens pelo Mundo.

    O caso fica ainda pior no circuito feminino, uma vez que sobram apenas três etapas: Caparica, Pantín e Anglet. Isto porque inicialmente, Santa Cruz e Netanya já eram uma prova exclusivamente masculina. Contudo, esta situação pode abrir espaço à entrada de novos eventos. Novidades sobre isto poderão surgir na próxima semana.

    A verdade é que a Europa parece sair bem prejudicada desta onda de cancelamentos, que também poderão estar associados ao facto de este ser um dos continentes mais afetados pela pandemia. Se compararmos, por exemplo, com a região africana, só na África do Sul há mais eventos programados do que em toda a Europa. Neste momento, o calendário conta com sete provas na África do Sul e mais duas no continente, mais concretamente no Senegal e Costa do Marfim.

    Em relação aos outros continentes, a zona da Australásia, que compreende Austrália e Indonésia, conta com sete provas. A região Taiti e Havai conta para já com três provas, enquanto América do Norte e Central têm seis eventos. A América do Sul tem igualmente seis eventos. Por fim, a região do Japão tem apenas uma prova programada.          

     

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