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  • Jeremy Flores defende-se das críticas e explica saída da França do WCT
    21 julho 2020
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  • Jeremy anunciou que o Pro France deverá manter-se como uma etapa importante do WQS.
  • A saída da França do calendário do WCT, depois de quase 40 anos a fazer parte do roteiro da elite do surf mundial, foi a grande novidade apresentada pela WSL para a “nova era” do circuito mundial de França. Uma notícia que fez já correr muita tinta e que levou muitos dos adeptos franceses a criticarem o surfista Jeremy Flores por este não se ter pronunciado publicamente sobre a situação. Ora, o surfista gaulês viu-se assim obrigado a recorrer às redes sociais para explicar a situação, revelando ainda alguns planos da WSL para o futuro.

    Flores, que faz parte do Tour há mais de uma década e que é considerado por muitos como o melhor surfista europeu da história, defendeu-se das críticas, garantindo que é a pessoa mais afetada pela decisão da saída da França do calendário, até porque foi o ele o vencedor dessa etapa em 2019. Contudo, deixou a confidência de que a França vai receber uma etapa das Challenge Series do WQS em outubro do próximo ano.

    “Têm-me dito muita coisa pelo facto de ainda não me ter manifestado sobre a saída da França do WCT. Estou devastado pela notícia da saída de um evento histórico, mais do que qualquer outra pessoa. A verdade é que com o novo calendário a única opção para manter este evento era no inverno, o que não era uma boa opção”, explicou o surfista originário da Ilha Reunião, sobre o facto de o Tour apresentar uma paragem de três meses entre a 10.ª etapa e a finalíssima, sendo nesse período que se situava tradicionalmente a etapa francesa.

    Jeremy saiu ainda em defesa da Europa, que passa a ter apenas uma etapa no calendário, a portuguesa, em fevereiro. “Ter apenas um evento na Europa é muito enganador. A Europa já mostrou mais do que uma vez a sua paixão pelo surf. Por outro lado, a Quiksilver já demonstrou intenção de manter o Pro France em outubro como uma etapa das Challenge Series. Isso seria bom para a comunidade local”, frisou.

    “Tenho estado em contacto com a WSL. O ano de 2021 vai ser de transição, com Covid-19, mudanças de formato… Eles asseguraram-me que num futuro próximo irão acontecer coisas boas para a França e Europa. Há muitas pessoas boas a tentarem assegurar um futuro melhor para o surf. Resta-nos continuar a enviar a nossa força para todos os surfistas europeus que lutam nos mais variados rankings e circuitos”, apelou o duas vezes Pipe Masters, como forma de acalmar as hostes.

     

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