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  • Leo Fioravanti, do surf-off para ficar no CT ao melhor resultado pessoal em Pipe
    18 dezembro 2020
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  • Nas duas presenças anteriores no Pipe Masters, o surfista italiano nunca havia chegado aos quartos-de-final.
  • No universo do surf para muitos Pipeline é a onda. Aquela que um dia todos gostavam de surfar, romper por aqueles imponentes tubos e experimentar as suas sensações.

    No entanto, este paradisíaco destino, pode também ser infernal, pois não é de todo uma onda fácil para estar em cima de uma prancha. Que o diga Leo Fioravanti.

    Foi neste pico, localizado no North Shore da ilha havaiana de Oahu, que em 2015, no Volcom Pipe Pro, este simpático italiano sofreu uma gravíssima lesão nas costas. Tinha apenas 17 anos e viu-lhe passar à frente o abrupto fim da carreira.

    Desde então até aos dias de hoje muita água correu. Leo tornou-se adulto, recuperou da grave lesão, andou num entra e sai do World Championship Tour (WCT) e voltou a surfar nos tubos de Pipeline, seja no Volcom Pipe Pro ou no Pipe Masters. E até não se deu nada mal. Foi nono classificado na sua primeira aparição na emblemática prova. Estávamos em 2017, era rookie no Mundial.

    Estava dado o mote para a reconciliação do surfista romano com a temida onda. Em 2020, apesar da pandemia, Fioravanti viajou cedo para o North Shore. Ciente da importância do que aí vinha, arregaçou as mangas, trabalhou e nos últimos dias mostrou estar completamente conectado com a famosa arena.

    Nas suas incursões pelo mar de Pipeline, Leo conseguiu primeiramente agarrar a última vaga a tempo inteiro para o WCT de 2021, num surf-off diante de Mikey Wright.

    Embalado por esta importante gesta, nesta sua terceira presença no quadro principal do Pipe Masters, o italiano de 23 anos já conseguiu atingir os quartos-de-final, aquele que é o seu melhor desempenho na prova havaiana.

    Resultado obtido ontem, numa jornada onde Leonardo esteve por três vezes dentro de água e saiu vitorioso de todos estes heats. O expediente foi composto pela ronda de repescagem, terceira ronda e os oitavos-de-final. Nesta caminhada, o top Filipe Toledo foi uma das vítimas.

    Em três dias de competição, se contarmos com o surf-off que começou no dia do Pipe Invitational, o atleta transalpino já surfou um total de sete baterias, tendo sido o mais forte em cinco delas. "Estou a ser recompensado por todo o trabalho feito em 2020, mas isto é apenas o começo", assegura.

    Falta ser bem sucedido em mais três baterias para tornar-se no primeiro europeu a sair vencedor do Pipe Masters desde 2017. A tarefa será hercúlea, mas se há coisa que Leo Fioravanti já mostrou, como bom italiano, é que não tem falta de casta.

    Nesta caminhada, o cliente que se segue é, nada mais nada menos, do que John John Florence, que também tem umas contas a ajustar com Pipe e diga-se de passagem com o amigo de Frederico Morais.

    Na única vez que mediram forças no WCT, no Fiji Pro de 2017, o rookie europeu bateu o pé ao vigente campeão mundial. Será este um prenúncio?

     

     

     

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