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  • John John cumpre o destino e vence o Pipe Masters (sem espinhas!)
    21 dezembro 2020
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  • John John venceu o super duelo com KS nas meias-finais e bateu Medina na grande final...
  • Foi o surfista em maior destaque desde o início até ao fim do evento e, desta vez, o triunfo acabou por não escapar a John John Florence. O príncipe do surf havaiano, que cresceu a surfar as temidas ondas de Pipeline, quebrou finalmente a malapata caseira e venceu o Pipe Masters pela primeira vez na carreira, depois de já ter estado muito perto de fazê-lo em várias ocasiões.  

    Desta vez, o guião teve um final feliz para John John, que não se limitou a vencer, mas também a dominar a prova de forma exemplar, batendo os grandes rivais nas rondas decisivas, sempre com notas artísticas e pontuações bem elevadas. A única exceção foi a final, num heat bem equilibrado, em que acabou por vencer Gabriel Medina por escassos centésimos.

    O dia final em Pipe arrancou com um duelo muito agradado entre Kelly Slater e o australiano Jack Robinson, considerado por muitos como o melhor jovem tube rider do Mundo. Só que a experiência fez a diferença e, aos 48 anos, Slater mostrou quem manda em Pipe, garantindo a passagem aos quartos-de-final. Nos restantes quatro heats dos oitavos-de-final, não se registaram surpresas, com os favoritos a carimbarem a passagem e a garantirem uma reta final de campeonato recheada de candidatos ao título.

    Nos quartos-de-final John John entrou pela primeira vez na água neste dia final e não teve meias medidas frente ao italiano Leo Fioravanti. O havaiano somou 17,67 pontos e deixou Fioravanti a precisar de um 10 para seguir em frente. Começava aí o recital de John John, que teria novo capítulo nas meias-finais num dos duelos mais imponentes da história do surf, frente a Kelly Slater.

    Slater fez questão de mostrar que ainda está aí para as curvas e que pode causar estragos neste circuito. Depois de Robinson, nos quartos-de-final o 11 vezes campeão mundial enviou Jordy Smith para casa, marcando assim encontro nas meias-finais com John John e deixando o mundo do surf em ânsias, mesmo tendo em conta que do outro lado do draw também havia grandes duelos pela frente.

    O campeão mundial Italo Ferreira teve um encontro imediato com o fundo de coral de Pipe e ficou bastante marcado, mas nem por isso deixou de competir. Foram mais de 20 minutos em dificuldades, mas no final o triunfo não escapou frente a Jeremy Flores. Por fim, Gabriel Medina venceu um duelo equilibrado, mas menos empolgante frente a Kanoa Igarashi. E foi assim que a segunda meia-final também colocou frente a frente dois rivais e compatriotas.

    Mas as atenções estavam todas centradas em John John e Kelly, que abriram a disputa com aquela que foi a melhor troca de ondas de todo o campeonato. Kelly saiu na frente, mas a resposta de John John saiu pontuada acima, com 9,23 pontos contra 8,33. E o havaiano fez questão de aumentar a vantagem com mais uma onda na casa da excelência, desta vez para Backdoor, deixando KS à procura de uma onda quase perfeita para virar. Essa onda nunca surgiu e a disputa terminou com um tubo bem longe de Slater, mas feito sob interferência, como que a marcar a sua posição, mesmo perante a derrota.

    Na outra meia-final, Gabriel Medina soube gerir o heat para garantir mais uma final em Pipe, a quinta da carreira e a terceira de forma consecutiva. Mesmo em esforço, Italo ainda conseguiu a melhor onda do heat, com 7,37 pontos, mas acabou por lhe faltar um backup para dar a volta ao compatriota e para defender com sucesso o título de Pipe Masters conquistado em 2019.

    Na final esperava-se um duelo explosivo, mas as ondas não colaboraram. Aquilo que poderia parecer o cenário ideal para Medina utilizar a sua sagacidade tática e repetir o triunfo de 2018 em Pipeline, acabou por ser a oportunidade para John John quebrar o enguiço de vez. Com 11,77 pontos contra 11,10 de Medina, que até fez a melhor onda do heat, o havaiano conquistou assim o Pipe Masters, o troféu a que sempre esteve destinado, pela primeira vez na carreira.

    Depois de já ter perdido duas finais, a última delas em 2017 e de forma surreal, com Jeremy Flores a virar a bateria na última onda e nos últimos segundos, Florence, que já conta no currículo com dois títulos mundiais, conquistou o título que tanto desejava. E como prémio ruma a Sunset de licra amarela e ficando bem lançado para a corrida pelas cinco vagas disponíveis para a etapa final onde vai ser discutido o título mundial de 2021. 

     

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