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  • Lendário Joel Tudor com vitória histórica em Noosa
    25 fevereiro 2020
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  • Na prova feminina a vitória não foi menos surpreendente, com a havaiana Kelis Kaleopaa, de apenas 15 anos, a conseguir o primeiro triunfo da carreira.
  • O norte-americano Joel Tudor é unanimemente considerado uma das maiores lendas da história do surf mundial, mais concretamente do longboard. E esta terça-feira confirmou a razão de o ser, depois de alcançar um triunfo histórico na prova inaugural do circuito mundial de qualificação de longboard da WSL, em Noosa, na Austrália, onda que é considerada a meca da disciplina.

    Esta é uma vitória que tem tanto de contundente, devido à forma imparável como se apresentou em Noosa, como de improvável. Isto porque Tudor, de 43 anos, há muito que não competia em provas da WSL e nem sequer tinha nos planos entrar nesta prova. No entanto, acabou por receber um wildcard, parando apenas no lugar mais alto do pódio. Na final bateu o compatriota Kevin Skvarna, de apenas 22 anos.

    O bicampeão mundial de longboard (1998 e 2004) já não vencia uma prova da ASP/WSL há 16 anos. Curiosamente, na última vez que o fez foi no ano que venceu o segundo título mundial da carreira. Dessa forma, este triunfo deixa Joel Tudor, que nos últimos anos se tem dedicado aos seus eventos das “Vans Duct Tape Series”, que no ano passado passaram pela Ericeira,  sem margem para rejeitar uma candidatura a um terceiro título mundial. “Agora, é suposto tentar conquistar o meu terceiro título mundial, o que a acontecer seria épico”, afirmou Tudor após este triunfo.

    Há 20 anos que Tudor não ia a Noosa, mas este ano decidiu fazê-lo para viajar em conjunto com os filhos e poder desfrutar daquela que é considerada a melhor onda do Mundo para longboard. Assim que perceberam que o campeonato coincidia com a estadia da lenda norte-americana, os organizadores decidiram dar-lhe um wildcard, numa decisão que o próprio surfista não estava à espera. O final da história já todos conhecem.

    “A última vez que venci este evento foi há 20 anos, numa altura em que muitos destes competidores ainda nem eram nascidos”, começou por dizer Tudor. Nem sequer estava nos meus planos competir neste evento, mas deram-me o wildcard, fui passando heats e encontrei o meu ritmo. A partir das meias-finais percebi que podia vencer. O bom desta vitória é ter os meus filhos aqui. Eles sempre viram os meus troféus e ouviram falar dos meus feitos, mas agora puderam testemunhar isso tudo, o que foi incrível”, frisou o longboarder que alcançou o primeiro triunfo no circuito mundial com 15 anos, há quase três décadas.

    Na prova feminina a vitória não foi menos surpreendente, com a havaiana Kelis Kaleopaa, de apenas 15 anos, a conseguir o primeiro triunfo da carreira neste circuito, depois de bater na final a também havaiana Sophia Culhane, de apenas… 14 anos. “Nem sei explicar o que aconteceu. A Sophia é uma das minhas melhores amigas e costumamos surfar juntas. Quando passou às meias-finais chorei de alegria por ela. Foi como um sonho”, afirmou a jovem longboarder que se estreou no circuito em 2015, com apenas 10 anos.

     

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