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  • Vice-campeão mundial mantém-se ativo no WQS aos 53 anos
    17 janeiro 2020
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  • Ao todo, Gerlach venceu cinco eventos do circuito mundial, com o primeiro a ser em 1985, em Oceanside, na Califórnia, aos 19 anos.
  • Foi um dos maiores fenómenos jovens da década de 80, chegando mesmo a assustar os grandes nomes da altura com a sua entrada de rompante no circuito mundial. Em 1991 foi vice-campeão mundial, mas acabou por ser retirar da competição na sequência desse resultado, com cerca de 25 anos. No início do milénio prosseguiu ondulações gigantes e foi um dos big riders mais respeitados do Mundo. Agora, aos 53 anos, o norte-americano Brad Gerlach continua a competir no WQS para se manter em forma.

    Esta investida de Gerlach no circuito mundial de qualificação não é recente e já tinha chamado a atenção dos mais atentos. Em 2017, decidiu rumar a Siargao, nas Filipinas, para competir no novo QS na famosa onda de Cloud 9. Nem os 50 anos de idade o impediram de vencer a bateria da ronda inaugural, sendo eliminado depois na 2.ª ronda.

    Resultados à parte, a verdade é que Gerlach tinha como objetivo desfrutar das ondas e manter-se em forma. E conseguiu ambas, pois ainda foi autor de uns belos tubos durante a competição. Depois de ter estado parado em 2018, no ano passado voltou a competir no QS1000 australiano de Phillip Island, em novembro, onde foi eliminado de primeira.

    Agora, conjugando sempre estas investidas esporádicas no WQS com o trabalho de treinador de surf, Brad Gerlach vai participar no Carve Pro, de 29 de janeiro a 1 de fevereiro, naquele que é o QS1000 que marca o arranque da perna australiana. Uma ótima oportunidade para ver a antiga lenda do surf norte-americano em ação.

    Ao todo, Gerlach venceu cinco eventos do circuito mundial, com o primeiro a ser em 1985, em Oceanside, na Califórnia, aos 19 anos, naquele que foi o primeiro ano a sério no WCT. No ano seguinte, com apenas 20 anos, fez três finais nas primeiras seis etapas e assumiu mesmo a liderança do ranking, para espanto de muitos.

    Depois dessa ascensão meteórica venceu mais uma etapa em 1989, em Durban, e outra em 1990, no Brasil, naquilo que foi o aquecimento para a melhor temporada da carreira, em 1991. Nesse ano venceu uma etapa na Austrália e outra em Durban, terminando o ano no 2.º posto do ranking, superado apenas por Damien Hardman.

    Em 1992 surpreendeu tudo e todos ao retirar-se de competição para se dedicar ao sonho de todos os surfistas: prosseguir ondulações perfeitas em vários pontos do globo. Daí até Às ondas grandes foi um pulo e em 2000 já era um dos mais atirados big riders do Mundo, vencendo o prémio XXL Billabong para maior onda do ano em 2006, graças a uma bomba de 20 metros em Todos Santos, no México.

    Entretanto, em 2014 voltámos a vê-lo em grande, num heat de lendas promovido pela WSL na etapa de Trestles. Gerlach teve pela frente Martin Potter, naquilo que foi o enterrar do machado de guerra na rivalidade entre ambos, que havia começado mais de 20 anos antes, quando Pottz arruinou as esperanças do norte-americano vencer o título de 1991.

     

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