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  • Kikas: “Quando saí do WCT o meu mundo desabou…”
    27 novembro 2019
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  • Para Kikas o ano de 2019 foi “superespecial e só mostra que o trabalho é a receita para tudo”.
  • Frederico Morais é um surfista muito feliz, após uma semana de sonho que terminou com a vitória histórica no Q10000 de Haleiwa, no Havai, e consequente qualificação para o WCT 2020 e assalto à liderança do ranking WQS. Isto depois de um ano já de si incrível para o surfista número um português, que já tinha vencido o QS3000 de Santa Cruz e o QS6000 dos Açores, além de, não menos importante, ter garantido uma vaga para Portugal nos Jogos Olímpicos de Tóquio’2020.

    Contudo, esta maré positiva surge depois de muita luta de trabalho árduo, sobretudo depois da grande desilusão que foi a temporada de 2019, que terminou com uma lesão e com a saída da elite mundial por apenas um lugar. Kikas não esconde que isso o afetou bastante no início da temporada, mas garante que nunca baixou os braços em busca da redenção com que, agora, foi premiado.

    “O início de ano foi muito complicado, com a saída do WCT, a lesão e toda a recuperação”, começou por dizer Frederico, em entrevista à Agência Lusa, revelando ainda que nesse período “andava triste e com uma angústia enorme”. “Senti que foi um gigante passo atrás sair do circuito mundial, pois esse era o meu sonho de criança, para o qual sempre trabalhei. Quando saí, o meu mundo desabou”, confessa.

    No entanto, qual fénix, Kikas soube reerguer-se exemplarmente nas cinzas, protagonizando uma temporada ímpar e quase inimaginável em termos de sucessos. “A verdade é que, como sempre me disse a minha família, não interessa como caímos, mas como nos levantamos, e a partir daí foi um ano de muita dedicação e trabalho e acredito que é a receita para o sucesso”, apontou.

    Para Kikas o ano de 2019 foi “superespecial e só mostra que o trabalho é a receita para tudo”. A força mental acabou por ser determinante para todas as vitórias e objetivos alcançados pelo surfista de Cascais. “Há momentos bons e outros menos bons, mas temos de ter a força para aguentar, ultrapassar, aprender. A bonança há de chegar. E foi o que aconteceu”, atirou Frederico Morais, atual líder do ranking mundial de qualificação.

    Depois do “pior momento da carreira”, com a despromoção e a lesão, voltou às alegrias e “a ter o maior orgulho em representar Portugal”, até porque a carreira tem como objetivo deixar “um legado” para os mais novos. “Ao fim do dia, o que quero é inspirar novas gerações e passar esta mensagem, esta força positiva, de trabalhar e acreditar. É para isso que estou a competir e para tentar levar Portugal o mais longe possível. Temos grandes atletas em que me inspiro e espero ser um deles um dia”, rematou.

     

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