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  • Gabriel Medina: Portugal, o título mundial e a picanha com arroz e feijão
    16 outubro 2019
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  • Depois de mais um arranque de época em falso, Medina tem estado em grande na segunda metade de temporada e chega a Peniche com possibilidades de ser campeão mundial.
  • Gabriel Medina chega a Portugal, mais uma vez, na disputa pelo título e até pode por acabar por conquistar o tricampeonato mundial em Peniche, durante o MEO Rip Curl Pro Portugal. Pode até nem precisar de vencer a etapa, para conseguir tal feito. Contudo, o surfista brasileiro mostra-se tranquilo em relação a essa possibilidade e também feliz por estar em Portugal, onde já comeu picanha e feijão com arroz.

    “Estou feliz por estar em Portugal”, começou por dizer Medina, durante a conferência de imprensa de abertura da etapa portuguesa, que aconteceu na terça-feira. “Estou com a minha família e somos sempre muito bem recebidos. Já comi a picanha com o arroz e feijão. Tenho a possibilidade de ser campeão, mas não é algo com que esteja obcecado. O objetivo é fazer bateria a bateria e tentar vencer o evento. Espero que tudo corra pelo melhor”, salientou.

    Depois de mais um arranque de época em falso, Medina tem estado em grande na segunda metade de temporada. E nem mesmo a eliminação nos oitavos-de-final em França o tirou do topo das contas pelo título. “Este tem sido um ano muito intenso. Comecei um pouco devagar, mas a partir de J-Bay tudo começou a dar certo. Em todos os eventos tento começar do zero tal como os outros surfistas em competição. Não penso que estou bem no ranking mundial ou que venci a prova anterior”, frisou o atual líder mundial, que poderá receber em Peniche nova visita do amigo Neymar.

    Depois da conferência de imprensa, o campeão mundial de 2014 e 2018 esteve à conversa com o Beachcam e falou sobre esta tendência de se apresentar na melhor forma apenas na segunda metade do ano, mas também de motivações futuras, estabelecendo uma baliza temporal para a carreira profissional que espera ter.

    Beachcam – Por que motivo as segundas partes da época são mais arrasadoras do que os começos do ano?

    Gabriel Medina - É complicado de explicar. Todos os anos tenho tentado melhorar os arranques de época. Só que por vezes as coisas não correm de feição. O surf é um desporto de momentos: altos e baixos. Este ano venci em J-Bay no Inverno (Hemisfério Sul). Não estava nada à espera desse resultado. É um evento muito difícil, onde surfei de backside. Comecei a vencer mais cedo, pelo que a cada ano que passa tenho melhorado a situação dos arranques de época mais tímidos. Espero em 2020 despertar ainda mais cedo em termos de bons resultados.

    B - Como consegues encontrar e gerir a motivação para estar ano após ano no topo do surf mundial?

    M - Tenho trabalhado muito dentro e fora de água, aqui mais em termos mentais e de preparação física. Acho que quando existe essa confiança estamos preparados para tudo. Nos últimos anos, talvez cinco, tenho lutado pelo título mundial. Nem sempre fui campeão, o que me deixa um pouco triste. Contudo, esses são os momentos que me ajudam a melhorar e a procurar a excelência do meu surf. Acho que para chegar a este nível contaram muito as experiências que fui vivendo. Não só de vitórias, mas também de derrotas. Tudo isto contribuiu para o meu crescimento.

    B - Já te passou pela cabeça igualar ou superar o recorde de 11 títulos mundiais de Kelly Slater?

    Não. Até porque o Kelly já faz anos que está no WCT. Até acho que já compete neste nível há mais anos do que aqueles que tenho de vida. Penso, sim, em ganhar títulos e ser, para já, tricampeão do Mundo. Irei sempre dar o melhor, mesmo não sabendo como será o futuro. Quero continuar a surfar e dar o máximo até aos meus 35 ou 36 anos. Acho que está bom.

     

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