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  • Terceiro QS10000 da temporada… terceiro triunfo brasileiro
    09 setembro 2019
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  • Em relação aos portugueses, Kikas subiu consideravelmente no ranking, estando agora a fechar o top 30.
  • Tudo começou com a vitória de Deivid Silva no QS10000 de Ballito, na África do Sul. Seguiu-se o triunfo de Yago Dora no reputadíssimo US Open of Surfing, em Huntington Beach, Califórnia, em julho. Agora, ao terceiro evento de categoria máxima da temporada, o triunfo sorriu ao Miguel Pupo, em Pantín. Três em três para o Brasil. E mais uma prova do domínico canarinho em quase todos os circuitos da WSL.

    Na Galiza, perante condições que apelavam ao surf progressivo, os finalistas não hesitaram em ir para o ar e acabou por ser natural o domínio brasileiro. No dia final, Pupo começou por bater o francês Nomme Mignot nos quartos-de-final, superando depois a surpresa australiana Morgan Cibilic nas meias-finais.

    Do outro lado do quadro, Jadson Andre também dava espetáculo, garantindo desde logo o regresso à liderança do ranking. Só que nas meias-finais o atual top do WCT, com continuidade já garantida para 2020, foi travado pelo jovem norte-americano Jake Marshall, que já tinha sido o “carrasco” de Frederico Morais na véspera, nos oitavis-de-final.

    Após duas meias-finais espetaculares, onde o nível e o equilíbrio foram altíssimos, na final Pupo acabou por utilizar a experiência a seu favor, vencendo Marshall com um score de 16,87 pontos, contra 14,43. Um triunfo que atirou Pupo para o 3.º posto do ranking do WQS e que o confirma na elite mundial do próximo ano. É o regresso do talentoso surfista brasileiro, depois de ter caído em 2017 e de em 2018 ter feito quase todo a temporada como suplente.

    Olhando para o ranking é possível perceber o domínio avassalador do Brasil. Além do top 3 ser todo canarinho, há ainda mais dois surfistas no top 10. Jadson (1), Alex Ribeiro (2) e Pupo (3) estão garantidos no CT do próximo ano, sendo que no caso do primeiro é uma continuidade e nos outros dois casos trata-se de um regresso. Já o francês Jorgann Couzinet (4) será uma estreia, ele que também estará praticamente garantido.

    Depois há mais seis vagas em jogo. A fechar o top 5 está o australiano Matt Banting, que com um resultado forte na Ericeira pode carimbar também ele o regresso ao WCT. Segue-se Deivid Silva (6) e Yago Dora (7), ambos à procura de se precaverem com uma dupla requalificação, uma vez que são parte integrante do WCT na presente temporada.

    Mais perto do cut estão o norte-americano Jake Marshall (8), o havaiano Barron Mamiya (9), o australiano Liam O’Brien (10) e ainda Jack Freestone (11), uma vez que Deivid Silva está dentro do top 22 do WCT, situação que abriria uma vaga extra neste ranking, caso a época terminasse agora.

    Com o cut pata já nos 13000 pontos mas com três provas QS10000 pela frente, é provável que a fasquia vá até acima dos 17 mil pontos. As próximas etapas serão decisivas. Sobretudo a da Ericeira, que antecede as provas de final de ano no Havai. Mas também o QS6000 dos Açores, que está aí a chegar, uma vez que os surfistas do topo não se podem dar ao luxo de desperdiçar pontos.

    Em relação aos portugueses, Kikas subiu consideravelmente no ranking, estando agora a fechar o top 30. Frederico saltou do 47.º para o 30.º posto após o 9.º posto alcançado em Pantín e parte agora para a reta final da temporada, que tem ondas bem ao seu estilo, a 4 mil pontos do top 10 e com possibilidades de repetir a qualificação conseguida em 2016.

    Mais longe está Vasco Ribeiro, que desceu para o 68.º posto. Vasco precisa de resultados fortes em Portugal, não só para se aproximar da frente mas também para não perder a vaga nas provas havaianas. Já o campeão nacional Miguel Blanco desceu para o 124.º posto e terá o tudo ou nada nos Açores e Ericeira, para tentar regressar ao top 100 mundial. Ainda há muitos pontos em jogo e nada está perdido.

    Dentro do top 200 mundial destaque ainda para o 153.º posto de Pedro Henrique e para o 18.º de Pedro Coelho. Ambos podem conseguir subir posições em caso de resultado positivo nos Açores. Contudo, isso já não deverá ser suficiente para garantir a entrada na Ericeira. Resta torcer para que os surfistas nacionais consigam fazer o melhor possível já a partir de dia 17 nas ondas de São Miguel.

    Já no ranking feminino a prova de Pantín também permitiu a três surfistas carimbarem de forma antecipada a entrada do WWT de 2020. Neste caso foram as australianas Bronte Macaulay e Isabella Nichols e ainda a norte-americana Sage Erickson. Sage é um regresso, enquanto Bronte garante a continuidade. Já Isabella, que foi campeã mundial júnior em 2015 na Ericeira, será uma estreia, embora já tenha sido suplente do circuito mundial.

     

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