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  • Advogados pedem igualdade para homens em prova de surf
    07 junho 2019
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  • O campeonato em causa é o Supergirl Surf Pro, um QS6000 apenas feminino que todos os anos se realiza em Oceanside, na Califórnia.
  • O sexismo no surf tem sido um tema cada vez mais debatido, com a WSL a anunciar para 2019 a igualdade de prize-money para todos os seus campeonatos. Uma decisão aplaudida de pé pelos defensores da igualdade entre sexos, embora com algumas reservas em termos de lógica comercial dos eventos.

    Contudo, numa altura em que a principal organização do surf mundial caminha a passos largos para uma total igualdade entre homens e mulheres e depois de vários anos a tentar puxar o surf feminino para cima, eis que surge o reverso da medalha. Uma empresa de advogados norte-americana está a fazer circular uma carta onde pede a abertura de um campeonato exclusivamente feminino aos homens. Tudo isto em nome da igualdade de direitos entre sexos…

    O campeonato em causa é o Supergirl Surf Pro, um QS6000 apenas feminino que todos os anos se realiza em Oceanside, na Califórnia. Este é um dos principais campeonatos do ano para as competidoras da WSL e, além, das principais surfistas do WQS, também recebe algumas das melhores atletas do WWT, até porque a prova serve de preparação para o US Open of Surfing.

     Mas para os advogados esta é uma situação sexista, querendo que a mesma seja aberta também a competidores masculinos. “O corrente formato da competição impede que os homens também compitam por prize-money e por pontos, apenas e somente por causa do seu género”, pode ler-se na carta enviada à imprensa por parte da firma baseada em San Diego.

    “É embaraçoso para a cidade de Oceanside, em pleno 2019, num estado progressista como a Califórnia, que receba e permita um evento que não concede a oportunidade de competir por dinheiro e pontos a homens afro-americanos, de origem asiática, latinos ou outras cores, tal como gays e transgenders ou mesmo judeus e muçulmanos”, frisam.

    Esta é uma ação que visa essencialmente a prova e a cidade em si, não a WSL enquanto organização que tutela o circuito WQS. Até porque, feitas as contas, ao longo do ano existem 64 campeonatos no calendário masculino e apenas 42 femininos. E diga-se que o gap já foi bem maior…

     

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