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  • Quem quer ganhar um campeonato do WQS?
    06 março 2019
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  • Poderia ser um bug da própria WSL, ao ter introduzido as listas em branco. No entanto, já passou mais de uma semana e a lista continua sem qualquer surfista inscrito.
  • Quando a WSL anunciou os calendários provisórios para 2019, saltou logo à vista uma grande novidade, com a ida do circuito WQS até à costa oeste africana, mais concretamente ao Senegal. Um campeonato histórico, pois aconteceria pela primeira vez na história naquela remota zona geográfica.

    Contudo, ficava ainda a dúvida se o campeonato iria mesmo para a frente ou não, uma vez que tinha apenas o estatuto de provisório. Nas últimas semanas o campeonato acabou por ser confirmado no calendário. Estava assim aberta a janela de oportunidade para os surfistas do QS rumarem a um verdadeiro paraíso por explorar.

    Até aqui tudo normal. Só que quando a WSL disponibilizou a lista de inscritos no site, um mês antes da prova se realizar, como já é habitual, eis que aconteceu algo insólito: o Senegal Pro não tem qualquer inscrito. Nem na prova masculina nem na prova feminina. Zero. Nem surfistas locais.

    Poderia ser um bug da própria WSL, ao ter introduzido as listas em branco. No entanto, já passou mais de uma semana e a lista continua sem qualquer surfista inscrito. Segundo essas mesmas listas, a prova masculina teria um limite de 32 surfistas e a feminina de 24, o que tornaria os campeonatos relativamente curtos. Mas nem um interessado há para amostra!

    Apesar de inicialmente ter sido notícia, por ser um marco histórico no WQS, parece que a prova marcada para o pico de Surfers Paradise não reuniu o interesse necessário. Talvez pela localização complexa que obrigaria a uma viagem dispendiosa. Ou até pelo facto de o campeonato se disputar no “desconhecido” – algo que os soul surfers adoram, mas que os competidores nem por isso…

    Mais estranho é o facto de nem os surfistas locais terem aderido. Claro que uma prova da WSL pode ser cara para surfistas de um país subdesenvolvido. Mas também é certo que o Senegal já levou seleções aos Mundiais ISA e existe inclusive um surfista senegalês a correr o WQS.

    Dessa forma, podemos perguntar: não há por aí ninguém que queira ganhar um WQS? É que este parece ser fácil. Pelo menos, até agora, não há oposição. E, fora de brincadeiras, um triunfo vale 1500 pontos. Pontos, esses, que seriam, muito provavelmente, suficientes para estar no top 100 mundial na rotação do meio do ano, que garantiria depois a entrada nos QS10000 da segunda metade de época.

    É certo que a ida a este campeonato não ficaria nada barata, mesmo descontando já o valor da inscrição. Mas a verdade é que é bem mais vantajoso em termos pontuais do que ir, por exemplo, a um QS1500 ou QS3000 algures na Europa e perder de primeira. Uma oportunidade para os jovens portugueses do WQS analisarem bem…

    Entretanto, o campeonato já possui uma página oficial de Facebook, onde é possível ver que além de surf, o Senegal Pro também contará com um festival de música. Resta saber se o facto de ainda não ter inscritos se trata de um bug ou é mesmo falta de adesão. Para já, faltam cerca de 20 dias para a prova começar. Ou não…

     

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