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  • A pensar nos Jogos (!?), Slater inicia época em QS australiano
    26 fevereiro 2019
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  • “Quero fazer uma boa preparação para regressar a tempo inteiro ao Tour, após um hiato de quase um ano e meio”, frisou.
  • Pode parecer insólito, mas Kelly Slater prepara-se para começar a temporada a competir no QS6000 de Sydney, na Austrália. Depois de nos últimos anos ter andado a meio-gás pelo WCT, faltando inclusivamente a algumas etapas, o rei parece agora apostado em começar a temporada com foco total. Estará esta decisão ligada a uma possível participação olímpica?

    A verdade é que o ano de 2019 vai ser um dos mais intensos no surf mundial, reservando coisas novas, como a qualificação para os Jogos Olímpicos de Tóquio’2020. Os 10 primeiros classificados do WCT garantem vaga direta para as olimpíadas, sendo que cada nação apenas poderá levar 10 atletas. As outras vagas saem do Mundial ISA e ainda uma dos Jogos Pan-americanos.

    Como, dificilmente, Slater estará disposto a competir nuns Jogos ISA, onde se prevê uma verdadeira batalha pelas 4 vagas em jogo, o mais certo é que o 11 vezes campeão mundial esteja a apostar todas as fichas na qualificação via WCT. Mesmo tendo 47 anos – terá 48 na altura dos Jogos – KS parece, assim, mais motivado que nunca para fazer uma temporada regular, servindo o QS6000 de Sydney para preparar isso mesmo.

    Resta referir que os planos de Slater deverão estar a ser seguidos bem a sério, isto porque os surfistas havaianos terão de competir pelos Estados Unidos em caso de quererem participar nas Olimpíadas. Ora, além de John John Florence, o Havai ainda conta com Zeke Lau, Sebastian Zietz e o rookie Seth Moniz no WCT. Todos eles com potencial de terminar a época no top 10.

    Mas há mais, pois os Estados Unidos contam ainda com Kolohe Andino, Griffin Colapinto e Conner Coffin entre a elite mundial. Tudo somado, temos 8 flechas para apenas duas vagas. E tendo em conta que o único wildcard disponível para os Jogos será para um surfista japonês, é bom que Slater comece a correr pelo seu lugar.

    Apesar desta teoria olímpica, Kelly Slater fez questão de frisar o seu gosto por competir em Manly Beach, palco deste Vissla Sydney Surf Pro, onde venceu em 1997. “Sempre adorei as praias do norte de Sydney e vivi durante 15 anos em Avalon. Tenho saudades e estou ansioso por competir em território que me é familiar”, frisou o King, citado no comunicado da WSL.

    Mas após muitos anos de especulação sobre a retirada, Slater não poderia ser mais esclarecedor quanto aos seus planos para 2019. Planos que passam – lá está! – por competir a tempo inteiro no WCT. “Quero fazer uma boa preparação para regressar a tempo inteiro ao Tour, após um hiato de quase um ano e meio”, garantiu o surfista natural da Florida.

    Resta perceber como se irá apresentar Kelly neste início de época, agora que parece estar totalmente recuperado das lesões que o têm afetado, e até onde poderá chegar no WCT 2019. Estará ainda em condições de bater a geração mais nova na disputa pela vaga olímpica? Irá, inclusivamente, intrometer-se na luta pelo título? Terá ainda pedalada para o 12.º caneco? Não sabemos a resposta, mas a presença do rei a tempo inteiro será mais um grande atrativo, se não o maior, para a nova temporada.

    Outro aliciante em Manly será a presença de vários portugueses em competição. Vasco Ribeiro, Frederico Morais, Miguel Blanco e Tomás Fernandes estão inscritos no evento australiano e têm entrada direta na prova, com Pedro Coelho a surgir ainda na lista de “alternates”. Na prova feminina a armada lusa contará com Teresa Bonvalot, Carol Henrique e Camilla Kemp.

     

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