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  • Top 50 Mundial trabalha nas obras para manter carreira
    15 fevereiro 2019
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  • “Tenho andado a trabalhar seis dias por semana, das 7 horas às 17, de forma a tentar amealhar o máximo de dinheiro possível”, admitiu Cooper Chapman.
  • Para todos aqueles que acreditam que o surf de competição é uma vida de sonho, o australiano Cooper Chapman apresenta-se como uma prova contrária a isso mesmo. Apesar de nos últimos quatro anos ter andado perto de garantir a qualificação para o WCT e de ter sido regularmente top 50 mundial, Chapman ficou sem patrocínio para a nova temporada. Dessa forma viu-se obrigado a encontrar trabalho noutra área, estando atualmente nas… obras.

    Desde jovem que Chapman se destacou como um dos jovens mais talentosos do surf australiano, participando algumas vezes no Mundial de Juniores da WSL, antes de se solidificar como um dos competidores mais regulares do WQS. Contudo, aos 24 anos acabou por conhecer o lado mais negro da carreira de surfista profissional, depois de ter terminado o contrato que o ligava à Hurley.

    “Tenho andado a trabalhar seis dias por semana, das 7 horas às 17, de forma a tentar amealhar o máximo de dinheiro possível”, começou por admitir Chapman em entrevista à revista “Stab”. Ao mesmo tempo tento surfar todos os dias, trabalhar no meu equipamento. É um pouco complicado, mas continuo a desfrutar desta vida. É uma boa forma de viver”, frisou.

    No entanto, o surfista de North Narrabeen, que se chegou a cruzar várias vezes com Kikas e Vasco Ribeiro nas competições mais jovens, não quis desistir do sonho e tratou de arranjar rapidamente um trabalho. A sorte acabou por estar com Cooper Chapman, pois o seu novo patrão é surfista e acabou por lhe permitir adaptar o horário às exigências do WQS.

    Chapman tem estado a trabalhar no duro nos primeiros meses do ano, para depois apostar mais a sério no WQS na segunda metade do ano, onde existe um maior número de eventos e mais decisivos. Por agora, ficará a competir pela Austrália, onde o WQS vai ter um número considerável de etapas. Algo que acaba por não ser tão dispendioso para o surfista.

    Talvez ciente das dificuldades que este talento australiano atravessa, a WSL decidiu brindar Chapman com um wildcard para o QS6000 de Sydney, que se disputa em março. Chapman já tinha entrada garantida pelo seu ranking do ano passado, mas assim a WSL garantiu que este entra diretamente para a 2.ª ronda do evento australiano.

    Resta recordar que apesar de nunca ter vencido um evento do WQS – o melhor que fez foi ter sido vice-campeão no QS6000 de Chiba, no Japão, em 2017 -, Chapman tem sido dos surfistas mais consistentes no top 50 mundial.  Em 2013, ainda bastante jovem, conseguiu entrar no top 100, terminando a época em 72.º lugar. Em 2015 foi 23.º classificado e bateu na trave.

    Desde então tem vindo a descer, mas mantendo sempre o sonho vivo. E garante acreditar que, apesar das dificuldades, este será o ano. “Decidi dedicar-me por inteiro este ano. É uma boa altura para ter uma chance. Acredito que este ano de 2019 vai acontecer algo em grande para mim”, confessou.

     

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