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  • Kikas e a saída do Tour: "Começa hoje a época 2019"
    18 dezembro 2018
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  • Kikas esteve no WCT durante duas temporadas consecutivas. No ano passado fez a melhor prestação de sempre de um português. Este ano falhou a qualificação por apenas um posto...
  • Um dia depois de ter visto fugir a qualificação para o WCT 2019, Frederico Morais recorreu às redes sociais para falar aos fãs e abordar o sucedido. Sempre com enorme desportivismo, o surfista português garantiu que aprendeu muito com o que se passou nesta temporada e deixou uma mensagem de esperança.

    Kikas esteve no WCT durante duas temporadas consecutivas e depois de ter sido 14.º classificado em 2017, fazendo a melhor prestação de sempre de um português e falhando o título de rookie do ano por apenas 50 pontos, este ano o surfista de Cascais terminou o circuito no 23.º posto, a apenas um lugar de garantir a permanência na elite mundial.

    “Gostei deste ano.... eu sei que pode ser estranho, mas gostei!
    Gostei porque gosto de aprender.
    Gostei porque gosto de desafios. 
    Gostei porque percebi o que devo fazer e o que devo fazer mais ainda! 
    Podia ter gostado mais se tivesse tido uma décima pra cima neste e naquele heat, gostava mais se tivesse saído do tubo naquela última onda do ano... mas foi positivo.
    Escolhi ser atleta e um atleta vive do treino, do esforço, de sair da zona de conforto... e é aí que me sinto em casa.
    Vou voltar, mais forte, mais concentrado, mais competitivo e acima de tudo mais feliz, porque esta foi a vida que escolhi e isto é o que me faz acordar! 
    Começa hoje a época 2019 e estão todos convidados para fazerem parte deste próximo capítulo.
    Obrigado por 2018... venha 2019 que a vontade é muita!”

    Portugal fica assim sem representantes no WCT no próximo ano, isto depois de Morais ter sido o segundo português a conseguir chegar à elite, sucedendo a Tiago Pires, que lá esteve durante sete anos consecutivos. Mas na próxima época Kikas parece motivado para tentar o regresso. Tal como Frederico, Vasco Ribeiro também será uma seta apontada à qualificação, ele que este ano falhou a qualificação por apenas dois heats.

    É verdade que o WQS é um circuito ainda mais exigente que o WCT, isto porque são mais de 200 surfistas de qualidade mundial a lutar por apenas 10 vagas e muitas vezes em ondas de menor qualidade. Mas regressar ao Tour é algo que muitos já conseguiram. E esta época foi a prova maior disso mesmo. Jadson Andre, Ricrado Christie, Leo Fioravanti, Jack Freestone e Ryan Callinan demonstraram isso mesmo, sendo que o brasileiro já o fez pela segunda vez na carreira.

    Há também ainda a possibilidade de Kikas entrar em muitas etapas do WCT do próximo ano, caso fique como um dos primeiros suplentes. Em anos anteriores o 23.º posto deu direito ao posto de primeiro suplente. Algo que nos anos mais recentes tem dado para entrar em praticamente todas as etapas, pois no surf moderno as lesões são cada vez mais frequentes.

    Há até os exemplos marcantes de Stu Kennedy e Sebastian Zietz, que iniciaram temporadas como suplentes e no final do ano conseguiram mesmo a qualificação via ranking do WCT, fruto das prestações que conseguiram ao longo da época. O único inconveniente de ser suplente é o facto de estes surfistas começarem a época com os lugares mais baixos do seeding. Mas Kikas está bem habituado a fazer tomar gigantes…

    Outros anos houve em que o 23.º posto até deu direito a wildcard, mas nesses casos havia apenas um candidato às duas vagas por lesão. Este ano o cenário é bem diferente, pois há três galos para apenas dois poleiros. John John Florence, Kelly Slater e Caio Ibelli ainda estão na dúvida sobre quem ficará no Tour. John John parece unânime e se o mediatismo imperar Slater também será brindado pela WSL. O que pode fazer com que Ibelli fique como primeiro suplente e Kikas passe para segundo…

    Resta esperar que a WSL emita a lista final de surfistas para o WCT. Uma coisa parece certa, em 2019 Frederico Morais não será membro integrante do WCT, mas pelo que depender dele voltará a sê-lo num futuro próximo. E também é muito provável que o vejamos em algumas etapas, não só na portuguesa. Até porque Adriano de Souza está com uma lesão grave e em dúvida para as primeiras provas do ano…

     

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