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  • WCT despede-se de um verdadeiro campeão
    27 dezembro 2018
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  • No total, Parko conquistou 12 etapas do WCT. A primeira ainda com 18 anos e como wildcard, em 1999, em Jeffreys Bay.
  • Foi em Pipeline que a WSL coroou o campeão mundial de 2018, com Gabriel Medina a dar mais um título ao Brasil. Mas já que falamos em campeões, foi também em Pipe que chegou ao final a aventura de Joel Parkinson, de 37 anos, no WCT. Um final de carreira emocionante para um dos surfistas mais marcantes de uma geração ímpar do surf australiano e mundial.

    Foram 18 temporadas ao mais alto nível entre a elite mundial, num percurso que se iniciou em 2001. Numa primeira fase conhecido como o “pé frio” do circuito, depois de ter sido vice-campeão mundial por quatro vezes, Parko largou o rótulo do “quase” em 2012, quando bateu Kelly Slater numa das disputas mais renhidas da história para ser campeão mundial pela primeira e única vez da carreira.

    Após uma temporada super regular, Parkinson e Slater chegaram taco a taco à etapa de Pipeline - quem fizesse o melhor resultado seria campeão. Tudo ficou encaminhado para uma finalíssima pelo título mundial, mas a derrota de Slater na meia-final perante Josh Kerr entregou o muito desejado título a Joel. O australiano ainda viria a tornar-se Pipe Masters, naquela que foi a sua única vitória nessa temporada.

    No total, Parko conquistou 12 etapas do WCT. A primeira ainda com 18 anos e como wildcard, em 1999, em Jeffreys Bay, onde viria a vencer novamente 10 anos mais tarde. Mas foi em Bells Beach que mais festejou, tocando o famoso sino por três vezes. A última vitória de Parko no WCT foi já há cinco anos, quando venceu o Oakley Pro, em Keramas, Bali.

    Desde então, talvez por descompressão, Joel Parkinson deixou de ocupar os primeiros lugares dos rankings e este ano acabou mesmo fora dos lugares de qualificação, embora já tivesse anunciado o final da carreira a meio da época, durante a etapa de J-Bay, um lugar que foi tão especial no seu percurso.

    O antigo membro dos Coolie Kids, que fez furor juntamente com o amigo Mick Fanning, foi idolatrado por alguns, mas também odiado por outros. Contudo, o título de 2012 foi de inteira justiça para um dos competidores mais letais que o Tour conheceu nas últimas décadas. Mesmo depois de uma lesão num pé quase lhe ter terminado a carreira, Parko conseguiu renascer das cinzas e ir ao encontro do destino.

    Agora, mais de 670 heats depois, com a último a ser na 4.ª ronda do Pipe Masters deste ano, chegou a hora de dar lugar aos mais novos, mas deixando um legado ímpar. É hora de celebrar uma carreira única. Por vezes polémica, mas sempre ao mais alto nível.

     

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