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  • Elite mundial de surf ganha caras novas
    13 novembro 2018
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  • Com o triunfo em Port Stephens a australiana Nikki van Dijk dissipou todas as dúvidas em relação à requalificação.
  • Terminou esta madrugada de terça-feira o Port Stephens Pro, QS6000 australiano que marcou o final da temporada do WQS feminino. Um campeonato que serviu para fechar praticamente as contas da qualificação para o Women’s World Tour 2019. E se é verdade que a última etapa do WWT, que se disputa em dezembro em Maui, no Havai, ainda pode mudar alguma coisa, não é menos verdade que já se pode dizer que o circuito terá duas caras novas em 2019.

    Dessa forma, a jovem havaiana Brisa Hennessy, que agora compete pela Costa Rica, e a australiana Macy Callaghan, que em 2016 foi campeã mundial júnior e que esta temporada já esteve em várias etapas do WWT como suplente, serão assim as rookies de 2019. Apesar de poderem existir ainda ligeiras mudanças, as contas já estarão fechadas em cerca de 90 por cento. Após ter falhado a qualificação por um lugar no ano passado, Callaghan conseguiu agora segurar o seu lugar, graças ao facto de ter sido finalista vencida nesta última etapa.

    Com o triunfo em Port Stephens a australiana Nikki van Dijk dissipou todas as dúvidas em relação à requalificação. Apesar de estar no 10.º posto do ranking do WWT, Van Dijk ascendeu à 2.ª posição do ranking WQS e garantiu mais um ano na elite mundial feminina. Acima da australiana apenas ficou a jovem norte-americana Caroline Marks. Depois de ter feito história no ano passado ao ser a surfista mais nova a qualificar-se para o WWT, com 15 anos, Marks consegue agora vencer o WQS com apenas 16.

    As outras surfistas a, para já, garantirem a vaga na elite mundial em 2019 são já caras bem conhecidas, isto porque todas vão fazer a requalificação via WQS. A neozelandesa Paige Hareb, a australiana Bronte Macaulay e a havaiana Malia Manuel estão garantidas, sendo que algumas delas ainda possam também garantir a qualificação via WWT em Maui. A última surfista a ter vaga é a brasileira Silvana Lima, que ainda fica dependente do desfecho da etapa havaiana.

    As primeiras surfistas a ficarem de fora do cut são também elas atuais surfistas do WWT. A terminar assim, sem mais mexidas, a australiana Keely Andrew ficaria como suplente, a par da norte-americana Sage Erickson. Ambas ainda têm possibilidades matemáticas de garantir a qualificação pelo WWT, mas precisam praticamente de vencer em Maui, o que é um cenário bastante complicado. Logo, é quase certo que estas serão as duas surfistas a cair do WWT no próximo ano, abrindo espaço às duas rookies.

    Ora, dessa forma, só existe uma possibilidade de Silvana ter o lugar em risco, que passa por Tyler Wright recuperar a tempo da última etapa do ano e ainda assegurar um lugar no top 10 mundial. Com Van Dijk no 10.º posto e Coco Ho no 9.º, qualquer uma delas teria a vaga garantida pelo WQS, em caso de queda. Nesse cenário Silvana não estaria qualificada pelo WQS e a WSL ficava com a vaga de wildcard livre. No entanto, Wright até terá a requalificação garantida via wildcard, devido à lesão que a afastou das últimas provas. Ou seja, as contas da qualificação dificilmente mudarão.

    Ranking do WQS feminino e top 6 da qualificação:

    1. Caroline Marks (EUA), 20.700*
    2. Nikki van Dijk (AUS), 18.850*
    3. Coco Ho (HAV), 18.650*
    4. Paige Hareb (NZL), 15.400
    5. Bronte Macaulay (AUS), 14.900
    6. Macy Callaghan (AUS), 13.800
    7. Brisa Hennessy (CRC), 13.400
    8. Malia Manuel (HAV), 13.350
    9. Silvana Lima (BRA), 13.180

    (cut)
    10. Keely Andrew (AUS), 12.850
    11. Tatiana Weston-Webb (BRA), 12.700*
    12. Sage Erickson (EUA), 12.400
    13. Philippa Anderson (AUS), 12.080
    14. Mahina Maeda (JAP), 11.110
    15. Holly Wawn (AUS), 10.080
    16. Dimity Stoyle (AUS), 9.660
    17. Teresa Bonvalot (POR), 8.810

    *qualificada via WWT (dupla qualificação)

    Destaque ainda para o 17.º posto final de Teresa Bonvalot, naquela que foi a melhor prestação de uma surfista portuguesa na história recente do surf mundial. Teresa ficou apenas a 7 posições de garantir uma vaga na elite mundial, sendo que chegou a Port Stephens ainda com possibilidades matemáticas de consegui-lo. Só a vitória no evento teria permitido à surfista de Cascais estar no WWT em 2019. Ainda assim, Teresa garante um seeding bem alto para atacar a qualificação na próxima temporada.

     

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