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  • WQS: Cai Brasil e só resta Ericeira e Havai
    14 setembro 2018
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  • Temporada de 2018 ficou reduzida a uns escassos 5 eventos de estatuto máximo, o que pode originar uma descida nos requisitos para a qualificação para o World Tour 2019.
  • O circuito WQS está a entrar na fase decisiva da temporada 2018 e é nesta reta final que se decidem as vagas para o World Tour 2019. Já a partir de 24 de setembro todos os olhos vão estar postos na Ericeira, onde se irá realizar um QS10000 que poderá ser decisivo para o desfecho das contas.

    Por incrível que pareça, o EDP Billabong Pro Ericeira vai ser apenas a terceira, mas também a antepenúltima prova de estatuto máximo da temporada no circuito mundial de qualificação. Isto porque recentemente houve uma alteração no calendário. Inicialmente apontada como QS10000, a prova de Maresias, no Brasil, sofreu uma redução para QS3000.

    Dessa forma, vão ser disputadas apenas 5 etapas de estatuto máximo em 2018, um número aquém do sucedido em anos anteriores e que fará, certamente, baixar os requisitos pontuais para a qualificação. A Ericeira recebe assim a etapa “central”, sucedendo a Ballito e Huntington Beach e antecedendo a histórica perna havaiana do final do ano, onde tudo se decide.

    Entre o QS10000 português e o primeiro havaiano, que será em Haleiwa, em meados de novembro – o segundo disputa-se em Sunset Beach, na semana seguinte -, irão disputar-se apenas três campeonatos de estatuto QS3000 (Costa Rica, Maresias e Sunset Beach). O que significa que quem quiser ir ao Havai e, consequentemente, lutar por uma vaga na elite mundial em 2019 vai depender muito do resultado que obter nas ondas de Ribeira d’ilhas.

    Outro dos “desaparecimentos” do calendário foi o QS6000 do Sri Lanka, que está para regressar há dois anos, acabando sempre por cair em cima da hora. Isso fez com que se disputassem apenas três eventos QS6000 em 2018 e todos na primeira metade da temporada: Newcastle e Sydney, na Austrália, e Chiba, no Japão.

    O ano de 2018 tem sido, assim, um ano de redução de etapas no WQS, apesar de o calendário provisório apresentado pela WSL no início da época não dar a entender isso. Estamos a falar de apenas oito etapas a distribuir pontos significativos. Em sentido inverso, surgiram vários campeonatos de estatuto mais baixo (QS1000, QS1500 e QS3000), onde os surfistas para pontuarem consideravelmente terão de chegar às finais ou mesmo vencer.

    Todo este contexto vai assim reduzir a fasquia para o “cut” em 2018, depois de no ano passado os 16 mil pontos terem dado para a qualificação, contra os 18 mil em 2016 e 20 mil em 2015. O requisito tem vindo a baixar consideravelmente e, para já, quando ainda faltam disputar-se três provas de categoria máxima, o “cut” está ligeiramente abaixo dos 10 mil pontos.

    Um cenário que pode fazer prever que um surfista com 14 mil pontos, ou até menos, possa conseguir a qualificação para o Tour de 2019, dependendo do desfecho dos próximos eventos, incluindo os do World Tour, que também influenciam as contas do ranking do circuito WQS.

    Em 28.º posto no ranking surge Vasco Ribeiro, o melhor português, que está a menos de 3 mil pontos do “cut”. Logo, imaginando que Vasco conseguiria vencer na Ericeira, onde até já se sagrou campeão mundial júnior, em 2014, os 10 mil pontos correspondentes ao triunfo selariam automaticamente a qualificação para o WCT, uma vez que o colocaria na casa dos 17 mil pontos – números que apenas os três primeiros do ranking já atingiram.

    No entanto, esta situação deixa também a porta aberta a todos os surfistas do top 100. Frederico Morais (88.º) e Miguel Blanco (94.º), os outros dois surfistas portugueses do top 100 mundial e que também tiveram entrada direta no campeonato da Ericeira, conseguiriam subir para os primeiros lugares do ranking com um resultado forte em Portugal – leia-se, quartos-de-final para cima.

    Tudo isto vem reforçar a importância do Havai para a qualificação, uma vez que dois resultados fortes na meca do surf mundial podem garantir uma vaga. Por exemplo, dois 3.ºs lugares valeriam 13 mil pontos (6500 + 6500), que, juntamente com os “pozinhos” já amealhados durante o ano, valeriam a qualificação. Resumindo, está ainda tudo em jogo no WQS e um resultado forte neste final de época poderá equivaler ao início do sonho.

     

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