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  • Toledo ou Medina? História dá título a…
    12 setembro 2018
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  • A três etapas do final, o World Tour vai agora para a Europa, onde Medina costuma ser fortíssimo, mas onde Toledo também costuma dar cartas. E, depois, no final, surge o Havai.
  • O World Tour 2018 vai entrar para a fase decisiva e as contas pelo título mundial estão ao rubro. Os candidatos parecem ter ficado já reduzidos somente a dois nomes: Filipe Toledo, atual líder do ranking, que procura o primeiro título da carreira; e Gabriel Medina, número 2 mundial, que procura repetir o título conquistado em 2014, quando foi o primeiro brasileiro a fazê-lo na história do surf.

    Após o Surf Ranch Pro, que foi vencido por Medina e onde Toledo foi vice-campeão, a luta entre os dois compatriotas ficou ainda mais apertada, com a diferença entre primeiro e segundo a ser reduzida para cerca de 4 mil pontos - ou somente 3 mil, caso apliquemos já os descartes. Algo que mostra que a ponta final de ano será frenética entre os dois surfistas brasileiros.

    Isto tendo em conta que mais ninguém terá capacidade para se chegar à frente, pois Julian Wilson, que é atualmente 3.º classificado, já tem uma desvantagem superior a 12 mil pontos – com os descartes é esbatida para a casa dos 8 mil. Já para nem falar do atraso de Italo Ferreira (número 4), que está na casa dos 18 mil pontos. Estamos, então, conversados, sobre os reais candidatos ao título.

    A três etapas do final, o World Tour vai agora para a Europa, onde Medina costuma ser fortíssimo, mas onde Toledo também costuma dar cartas. E, depois, no final, surge o Havai, onde Toledo tem tido ao longo dos anos um dos seus maiores calcanhares de aquiles. Apesar de a lógica dar favoritismo a Medina, a verdade é que o passado recente dá vantagem a Toledo em termos pontuais. Isso mesmo, a história, apesar de se dividir entre os dois, dá Toledo como campeão mundial.

    Analisando os resultados dos dois surfistas nas três últimas etapas do ano desde 2013, temporada em que Filipinho chegou ao Tour, e juntando esses resultados com os da presente temporada, vemos que Toledo ganharia a corrida em três ocasiões (2013, 2014 e 2016). Com destaque para 2014, ano em que Medina foi mesmo campeão mundial. Já Gabriel seria mais forte com as pontas finais de 2017 e 2015.

    Olhando para estas contas, seria imperativo para Toledo não repetir o ano de 2017, onde perdeu de primeira nas três etapas. Por sua vez, Medina tem mesmo o ano passado como referência, pois fez a melhor ponta final de todas, com duas vitórias (França e Portugal) e um 5.º lugar no Havai.

    Apesar de levar vantagem em mais ocasiões, podemos facilmente ver que a melhor ponta final de Toledo, registada em 2014 com um 9.º lugar em França e dois 5.ºs, em Portugal e Havai, não chega sequer perto do registo de Medina em 2017 – 24745 pontos, contra 13190, isto já com o sistema de pontuação que entrou em vigor esta temporada.

     

    Situação atual:

    Toledo 49 785 pontos (com descartes: 43 375)

    Medina 45 685 pontos (com descartes: 40320)

     

    Soma da situação atual com as três etapas finais desde 2013

     

    2017

    Toledo (25, 25, 25): 50 205 pontos

    Medina (1, 1, 5): 65 065 pontos

     

    2016

    Toledo (5, 13, 9): 56 565

    Medina (2, 13, 13): 53 485

     

    2015

    Toledo (25, 1, 13): 59 785

    Medina (1, 5, 2): 62 865

     

    2014

    Toledo (9, 5, 5): 57 610

    Medina (5, 13, 2): 56 565

     

    2013

    Toledo (3, 13, 25): 55 870

    Medina (2, 25, 13) 53 485

     

    Melhores pontas finais

    Filipe Toledo: 13 190 pontos (2014)

    Gabriel Medina: 24 745 pontos (2017)

     

    Posto isto, resta apenas olhar para os melhores resultados que ambos já fizeram nestas três últimas etapas, onde a vantagem é de Medina. O campeão mundial de 2014 ainda só não ganhou no Havai, onde já foi vice-campeão em duas ocasiões. A juntar a isso, venceu em França por três vezes – duas desde que o rival está no Tour (2015 e 2017) e uma logo no ano de rookie (2011). Já Toledo apenas ganhou em Portugal (2015), tendo um 3.º lugar como melhor resultado em França e um 5.º no Havai.

     

    Filipe Toledo

    Melhor resultado em França: 3.º

    Melhor resultado em Portugal: Vencedor

    Melhor resultado no Havai: 5.º

     

    Gabriel Medina

    Melhor resultado em França: Vencedor x3

    Melhor resultado em Portugal: Vencedor

    Melhor resultado no Havai: 2.º x2

     

    Apesar de a lógica funcionar a favor de Gabriel Medina, a verdade é que olhando para as oito etapas já disputadas em 2018, a vantagem conseguida por Toledo até agora pode ser decisiva para ajudá-lo a reduzir estragos para o grande rival na luta pelo título mundial. São esses 3 mil pontos de diferença, já com descartes incluídos, que lhe garantiriam essa hipotética vitória em três anos deste exercício de pura simulação.

    Posto isto, a única garantia que podemos dar é que vai ser uma ponta final de temporada explosiva. E, quase de certeza absoluta, com campeão brasileiro… Vai Toledo aguentar a pressão da liderança? Vai Medina conseguir ultrapassar o compatriota? As respostas começam a ser dadas já no próximo mês, de 3 a 14 de outubro, no Quiksilver Pro France. E depois vem Portugal...

     

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