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  • Kikas eliminado no flat de Huntington Beach
    31 julho 2018
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  • Kikas bem tentou remar contra a maré. Ainda conseguiu uma nota acima de 5 pontos, logo na primeira onda que fez. No entanto, eram bem visíveis as dificuldades do português.
  • O Vans US Open of Surfing é um dos campeonatos mais tradicionais da história da WSL. A famosa praia de Huntington Beach, na Califórnia, oferece, simultaneamente, um dos espetáculos menos atraentes para qualquer fã de surf. E isso não é novidade para ninguém. É assim todos os anos. Voltou a sê-lo em 2018. Foi no “flat” de HB, que Frederico Morais se estreou esta terça-feira no QS10000 norte-americano, sendo eliminado logo na 2.ª ronda.

    Kikas esteve em ação logo no primeiro heat do dia. Com ondas bem mais pequenas que as da véspera – que já não eram nada por aí além –, “o programa” ditou assim o desenrolar do evento. E foi numa verdadeira calmaria que o surfista português entrou na água, claramente em desvantagem perante a concorrência, onde se incluíam dois surfistas de baixas dimensões – um deles brasileiro e o outro japonês.

    Aqui é importante salientar que em relação a anos anteriores o programa oficial deste festival à americana passou a ter designado logo pela manhã o espaço para as competições de surf, mas frisando que a sequência de provas seria determinada pela WSL, consoante as condições. A diferença para o ano anterior é que no primeiro dia de prova já sabíamos a que horas e dia seria a final… cinco dias depois. No entanto, apesar de poder escolher, a WSL continua a ter de colocar qualquer uma das provas na água.

    Regressando ao heat, os primeiros 10 minutos resumem-se de forma fácil. Não se passou nada. Aliás, o brasileiro Victor Bernardo apanhou uma onda, onde foram mais as “baratas mortas” para gerar velocidade e vir até ao inside do que as manobras realizadas – duas apenas, uma no outsider e outra a finalizar, já no inside. E mesmo assim teve um 5,83(!?) de prémio. Depois disso, todos os surfistas começaram a responder e assistiu-se a algumas lutas na remada por ondas de… 20 centímetros.

    Kikas bem tentou remar contra a maré. Ainda conseguiu uma nota acima de 5 pontos, logo na primeira onda que fez. No entanto, eram bem visíveis as dificuldades do português em conseguir colocar manobras no flat de Huntington Beach. Não, não é verdade que as condições estivessem iguais para todos. Porque se assim fosse, teríamos de partir do princípio que todos os surfistas têm as mesmas características. Para um surfista do volume de Frederico ficou quase impossível competir.

    A dupla brasileira presente na disputa, composta por Deivid Silva e Victor Bernardo, acabou por seguir em frente, com o japonês Joh Azuchi em terceiro e Frederico Morais no quarto e último posto do heat 9, com apenas 9,60 pontos – um score até positivo para aquilo que teve pela frente. A armada lusa ficou assim reduzida a cinzas, depois de Vasco Ribeiro já ter sido eliminado na véspera.

    É certo que as expectativas não eram elevadas em relação aos portugueses, pois não possuem tradições de resultados expressivos nesta etapa. Ano sim, ano sim, Huntington Beach presenteia a nata do top 100 mundial com condições deste género e isso nada favorece os surfistas portugueses. Mas não vale a pena lamentar. Resta focarem-se no próximo QS10000, que até é em casa, na (bem diferente) Ericeira, no final de setembro.

    Enquanto isso, o US Open continua a rolar. Embora poucos amantes do surf devam ter prazer naquilo que são obrigados a ver. Tirando a paixão patriótica que nos faz torcer pelos nossos – e aí os portugueses já estão fora – fica muito pouco para oferecer. Ou quase nada…

     

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