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  • WSL cancela o Margaret River Pro
    18 abril 2018
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  • CEO da WSL considera que os episódios recentes na West Oz passaram o limite do aceitável, mas fica de pé a possibilidade de a prova ser retomada noutra altura do ano.
  • Tal como já havia sido especulado e avançado ao início da noite, a WSL acabou mesmo por anunciar o cancelamento do Margaret River Pro, a terceira etapa do World Tour 2018. Os recentes ataques de tubarão no Oeste australiano, bem perto da zona onde decorria o campeonato, levaram a organização máxima do surf mundial a cancelar o evento por razões de segurança.

    “A WSL dá prioridade máxima à segurança”, começou por afirmar Sophie Goldschmidt, a CEO da WSL, em comunicado. “Isto não pode ser apenas conversa e também não pode ser colocado em causa. O surf é um desporto que carrega vários riscos e o único em que animais selvagens habitam no nosso campo de ação. Os tubarões são uma realidade ocasional na WSL e no surf em geral. Houve incidentes no passado e, possivelmente, haverão no futuro, que não resultaram – e não resultarão – no cancelamento de um evento. No entanto, as circunstâncias atuais são invulgares e preocupantes. Decidimos que o risco elevado durante o Margaret River Pro desta temporada ultrapassou o limite do aceitável”, explicou.

    Tudo aconteceu na segunda-feira, quando dois surfistas foram atacados por um tubarão nas redondezas de Margaret River, num raio de 10 quilómetros onde se realizava o campeonato. No dia seguinte o Margaret River Pro ficou parado por razões de segurança, enquanto surfistas como Gabriel Medina e Italo Ferreira colocaram mensagens nas redes sociais em que davam conta da insatisfação de surfar na região.

    A WSL tinha mesmo aconselhado os surfistas a não entrarem na água para sessões de free surf e, volvido apenas um dia, a CEO da WSL enviou uma carta aos surfistas a dar conta de decisão. Segundo algumas informações avançadas pela imprensa de surf australiana, realizou-se uma reunião ao início do dia entre todos os agentes envolvidos no campeonatos e a opção foi mesmo avançar para o cancelamento da prova da West Oz.

    No entanto, nada parece estar ainda definido quanto à forma como irá terminar esta prova, uma vez que o comunicada termina explicando que os surfistas irão receber a pontuação consoante o livro de regras da WSL – ou seja, os que ainda estavam em prova ficariam todos como 13.º classificado. Mas na frase seguinte a WSL explica que não exclui a hipótese de terminar o evento numa fase mais adiantada da temporada…

    Esta é assim uma decisão considerada inédita pela WSL, embora esteja ainda bem presente o episódio da final de J-Bay em 2015, quando Mick Fanning foi atacado por um tubarão em plena final. O heat decisivo já não foi para a água e Fanning e Wilson dividiram os pontos. Na realidade, o evento foi cancelado, só não o foi na totalidade. Mas se o incidente tivesse acontecido antes, também o teria sido.

    Depois houve ainda registo para inúmeros avistamentos e episódios insólitos ao longo das últimas décadas, ou não fosse o mar o habitat natural destes animais. A prova feminina em Margaret River chegou mesmo a parar a meio da segunda ronda, depois do primeiro ataque registado na West Oz. E basta recuar até 2011, no Rip Curl The Search em San Francisco, que ficou marcado pela entrega do título de forma errada a Kelly Slater, para nos lembrarmos do episódio em que o havaiano Dusty Payne saiu da água a correr depois de avistar um tubarão. A prova chegou mesmo a parar, mas depois continuou.

     

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