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  • Frustração e baixas de peso em Bells
    02 abril 2018
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  • Ainda não foi desta que Frederico Morais entrou na água para enfrentar Joel Parkinson, uma vez que as condições do mar não permitiram concluir toda a 3.ª ronda.
  • Esperava-se uma jornada gloriosa de surf ao longo do fim-de-semana pascal em Bells Beach, mas o mar não tem colaborado e a prova tem andado aos “repelões”. Foi com alguma frustração à mistura, tanto dos fãs portugueses que não viram Frederico Morais na água como dos favoritos que já ficaram pelo caminho, que se realizou mais uma jornada na mítica – mas cada vez mais complicada - direita australiana. As surpresas foram a nota dominante esta segunda-feira.

    Logo no primeiro heat do dia Jordy Smith, o campeão em título do evento, o sul-africano eterno candidato ao título mundial e o gigante a quem esta onda assenta na perfeição, ficou pelo caminho. Jordy não conseguiu ser tão expressivo como em anos anteriores e viu o poderoso rookie australiano Wade Carmichael vencer o duelo. No final, Jordy foi lacónico perante a eliminação e deixou recado aos juízes.

    Seguiu-me mais uma queda de um top seed, desta vez sem grande aparato. Kolohe Andino limitou-se a seguir a tradição e pela sétima vez consecutiva, desde que é surfista do Tour, não conseguiu passar da 3.ª ronda em Bells. Desta vez, perdeu frente a Michel Bourez. O taitiano só precisou de surfar duas ondas para enviar calmamente o Brother para casa.

    Como o aviso estava dado, a armada australiana de top seeds decidiu cumprir a sua missão com cautela. Owen Wright não vacilou perante o rookie Jesse Mendes, naquela que foi a melhor demonstração de surf do dia, mesmo sendo de backside. Owen somou 15,14 pontos e ninguém esteve tão perto disso.

    Seguiu-se Matt Wilkinson, que conseguiu travar o ímpeto do rookie norte-americano Griffin Colapinto. O jovem made in Califórnia ainda tentou surpreender no final com uma rotação gigante, mas, apesar das condições, Bells ainda é Bells e a nota ficou curta para a reviravolta. Ainda assim, o garoto não deixa de impressionar.

    Depois foi Mick Fanning, que não começou o heat da melhor forma e deu margem a Sebastian Zietz para uma eventual surpresa. Contudo, este não poderia ser o último heat da carreira de Eugene. Pelo menos não deverá ser assim que vem escrito no guião e Fanning tratou de recompor-se e virar a disputa. Acabou por ganhar fácil, depois de dar um cheirinho do seu melhor surf.

    Por fim, quando já contávamos os minutos que faltavam para ver Kikas em ação, foi a vez de Julian Wilson, o camisola amarela e líder do ranking mundial, competir. Jules também explicou aos fãs a razão de não conseguir lutar efetivamente pelo título, mostrando aquela irregularidade que o caracteriza. Embora muitos pensassem que Wilson estava a competir sozinho, Pat Gudauskas mostrou que afinal faz parte deste Tour e eliminou de forma surpreendente o vencedor da etapa de Snapper Rocks, num heat de scores baixos.

    Talvez por as condições estarem a deteriorar-se ou por a seguir entrar em cena o bicampeão mundial John John Florence, a organização decidiu parar o evento. Não houve mais surf para ninguém e talvez esta noite – terça-feira na Austrália – a ação regresse. Vai entrar um swell que promete algo, mas nunca se sabe se também não irá trair as expectativas como o “primo” que chegou na Páscoa. Pensemos positivo. Assim, quando a prova retomar já não teremos de estar acordados até de madrugada em vão, porque o nosso príncipe de Portugal vai logo no segundo heat do dia…

     

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