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  • Swell no horizonte em Supertubos e 2011 na memória
    17 outubro 2017
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  • Chegada de uma ondulação de 4 metros e 14 segundos de período da ondulação promete levar ondas de qualidade aos primeiros dias da janela de espera do MEO Rip Curl Pro Portugal. Haverá campeão até segunda-feira?
  • Um post de Kelly Slater no Instagram foi o suficiente para deixar tudo em polvorosa. As previsões mostravam um cenário perfeito pela frente. Ondulação consistente e vento alinhado. Não enganava. Supertubos prometia estar de gala e Slater fez questão de anunciá-lo dias antes de chegar a Portugal.

    Nos dias que se seguiram… foi pura história. O período de espera iniciava-se ao sábado. O swell ainda estava a chegar e no primeiro dia houve lay day. Mesmo sem ação foram milhares os que passaram pelo areal de Supertubos. Sentia-se no ar o ambiente de excitação com o que aí vinha. Estávamos em 2011, o ano do 11.º e último título mundial de Kelly Slater.

    No domingo o call madrugador também não foi favorável. O swell ainda não tinha chegado. Peniche tinha acordado com o céu pouco nublado. Após o almoço foi dado o sinal verde para a ação, finalmente começar. Pela terceira vez os melhores do Mundo estavam ali, agora com tubos mais perfeitos que nunca. Os tubos chegaram. A ação começou. E nunca mais parou.

    Foram dois dias e meio com o mar sempre a pulsar odes à perfeição tubular. Qual piscina de ondas… Os artistas divertiam-se e pintavam quadros de elegância. As notas foram as mais altas que por ali se viram desde sempre. Surfistas a entubar para a esquerda e direita em simultâneo. Jovens como Gabriel Medina e John John acabados e chegar ao Tour e já a alinhar na festa. Enfim, um fartote.

    Chegados à praia na terça-feira, poucos eram os que acreditavam que o campeonato poderia acabar nesse dia, mas a verdade é que após uma maratona de heats e com o sol já bem caído, Adriano de Souza e Kelly Slater disputaram uma das finais mais emocionantes da história em Supertubos. Foi um dos campeonatos mais rápidos de sempre da, então, ASP. E, obviamente, também um dos melhores que há memória.

    Estamos em 2017 e a cena repete-se, ainda que ligeiramente diferente. Na verdade, seria difícil repetir tamanha perfeição. Mas as previsões já anunciaram que pode aí vir algo de bom a caminho. Um cenário mais incerto que em 2011, mas que poderá voltar a premiar Peniche com os tubos perfeitos que originaram o cognome da Praia do Medão.

    A WSL aponta para a chegada de um bom swell no sábado. Um swell pesado, sejamos sinceros. O pico poderá chegar aos 4 metros, com um período de ondulação de 15 a 14 segundos e vento norte, algo forte. Nos dias seguintes o swell não é tão grande mas mantém a cadência. O vento, esse, mostra vontade de rodar, mas também de fraquejar. Enfim, são apenas provisões e só a partir de quinta-feira ou sexta-feira poderão ser mais exatas.

    No forecast oficial do evento a WSL aponta igualmente o período de sábado a segunda-feira como potencial alvo para correr o evento. Na sexta-feira poderá ser da de descanso para deixar o swell chegar. Tal como aconteceu naquele sábado de 2011. Pobres dos que, como eu, tiraram férias para meados da próxima semana e segundo fim-de-semana da janela de espera, iludidos pelo que a casa gastou nos últimos anos.

    Ainda segundo a WSL, mesmo que esses três dias não sejam suficientes para acabar o evento, parece entrar mais um bom swell para quarta-feira e quinta-feira da próxima semana. Algo que nos faz acreditar que em 2017 o campeonato será rápido. E novamente espetacular, rezamos. Apenas duas coisas são certas: deverá haver ação da boa no primeiro fim-de-semana e o areal de Supertubos vai lotar com as já tradicionais romarias. Podem começar já a ir…

    Restam uns quantos dias para sofrer por dentro, dar uma vista de olhos nas previsões 40 vezes ao dia, preparar tudo para a festa do surf mundial e desfrutar. O palco está montado e tudo parece alinhado para matar saudades do verdadeiro potencial de Supertubos com os melhores do Mundo dentro deles. O cenário só não é mais perfeito porque, tal como em 2011, Kelly Slater, que se encontra lesionado, voltou a recorrer às redes sociais, mas, desta vez, para anunciar que não vem.  Se não há Kelly, pelo menos que tenhamos os tubos mais perfeitos desde então. (E o Kikas!)

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