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  • Toledo e Silvana Lima vencem etapa de Trestles
    16 setembro 2017
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  • Brasileiros dominaram a etapa californiana do circuito mundial, com Filipe Toledo a ser o primeiro surfista a conseguir vencer duas etapas no World Tour 2017.
  • À oitava etapa viu-se pela primeira vez um vencedor repetido no World Tour 2017. Filipe Toledo bateu uma forte concorrência e conquistou o Hurley Pro Trestles, naquela que foi a segunda vitória do ano do surfista brasileiro. Dia de festa para o Brasil, que viu a surpreendente Silvana Lima arrecadar o triunfo na prova feminina.

    Com um dia final animado pela luta entre Jordy Smith e John John Florence, o vencedor acabou por ser outro. Mas fê-lo de forma meritória, pois não só eliminou o campeão mundial John John nas meias-finais, como ainda bateu o número um mundial Jordy na final (15,67 contra 9,80), não permitindo que o sul-africano ganhasse uma maior vantagem na dianteira do ranking.

    Antes de perder na final, Jordy tinha eliminado Ace Buchan nas meias-finais, resultado que deu uma ajuda a Frederico Morais. O rookie português, que nesta etapa chegou aos quartos-de-final, sai de Trestles, a três etapas do final do Tour 2017, no 11.º posto do ranking e a apenas 50 pontos do top 10 e de chegar à liderança da corrida a rookie do ano.

    Já na frente Jordy tem agora 2.450 pontos de vantagem sobre Florence, o que prevê uma animada luta para a perna europeia do WCT, que acontecerá em outubro em França e Portugal. Mais longe surge Julian Wilson, que subiu ao top 3, mas já tem 8.650 pontos de atraso. Já Toledo subiu ao 7.º posto do ranking, apesar de ser o primeiro a vencer dois eventos este ano. O que leva a perguntar onde poderia estar o brasileiro se não tivesse sido suspenso para a etapa de Fiji?

    Por fim, na prova feminina, o improvável aconteceu. Silvana Lima renasceu das cinzas e limpou a concorrência com mestria. No dia final começou por eliminar Lakey Peterson nas meias-finais, enfrentando depois a australiana Keely Andrew, que havia eliminado Courtney Conlogue na outra meia-final e impedindo a norte-americana de chegar à liderança do ranking, na final.

    Numa final de sentido única, Silvana deu combinação à adversária, conseguindo 17,60 pontos contra 10,93. Estava feita a dobradinha brasileira, naquele que foi o primeiro triunfo da veterana surfista canarinha no WWT desde 2010. Ainda assim, os 10 mil pontos do triunfo não chegaram para colocar Silvana em lugares de qualificação para o próximo ano. A brasileira subiu apenas ao 13.º posto do ranking - a 5.900 pontos do top 10 -, que passou a ser liderado pela australiana Sally Fitzgibbons.

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