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  • Cascais deixa Sally com caminho aberto para o título
    30 setembro 2017
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  • Caso vença em Portugal australiana deixa a concorrência longe, quando faltam apenas duas etapas para o final. Após o pior ano da carreira, irá Sally conseguir o tão desejado título?
  • Com a ação parada durante o fim-de-semana devido às condições do mar é tempo de analisar a situação em Cascais de uma forma global. Se no QS10000 masculino tudo ainda está numa fase intermédia, com Frederico Morais a começar a destacar-se, no Cascais Women’s Pro, as surpresas foram muitas e só um nome escapou à razia: Sally Fitzgibbons.

    Ora, Sally assegurou a liderança do ranking mundial feminino após Trestles, antes de chegar a Portugal, e pode deixar o nosso país com meio caminho andado para o título. Um feito que, aos 26 anos, nunca conseguiu, depois de tantas vezes bater na trave e de em 2016 ter tido o pior ano da carreira no WWT, o que torna este cenário ainda mais surpreendente.

    A verdade é que a vitória histórica de Teresa Bonvalot frente a Tyler Wright na segunda ronda do evento cascalense ajudou a colocar a campeã mundial em maus lençóis. Um triunfo de Sally em Cascais deixaria praticamente Wright fora das contas, com duas etapas por se disputar. Também a derrota de Stephanie Gilmore nessa mesma fase ditou praticamente o fim do sonho de chegar ao sétimo título mundial por parte da australiana.

    Nas contas, mas já fora de prova está ainda Courtney Conlogue. A norte-americana chegou a Portugal a apenas 300 pontos da liderança, mas a derrota na ronda 4 frente à compatriota Sage Erickson - grande revelação da temporada, já com a subida, pelo menos, ao top 4 do ranking garantida – complicou-lhe as contas. Um triunfo de Sally deixaria a principal rival já a 7000 pontos de diferença.

    Resta agora perceber como Fitzgibbons irá liderar com a pressão, até porque nunca esteve em tão boa situação na temporada. Nos quartos-de-final em Cascais a australiana vai defrontar a compatriota Keely Andrew, sendo que a única “big fish” ainda em prova é a tricampeã mundial Carissa Moore, que está na parte de baixo do quadro e, por isso, apenas se poderá eventualmente cruzar com Sally na final.

    Antes de o circuito chegar a França e, finalmente, ao Havai, as contas estão ao rubro, mas com Sally Fitzgibbons a ter uma vantagem importante, até porque, sem ter sido dominadora, é a mais regular de todas até ao momento. É verdade que Sally fez apenas uma final este ano, em Margaret River, vencendo-a, mas não é menos verdadeiro que nunca ficou abaixo dos quartos-de-final, o que lhe dá “descartes” valiosos e margem de manobra para falhar nas próximas etapas.

    Depois de um oitavo lugar no ranking de 2016, ela que nunca tinha ficado abaixo do 4.º posto final, desde que chegou ao WWT, em 2010, Sally vive agora um dos melhores momentos da carreira e tem uma das melhores oportunidades para chegar ao tão aguardado título, após ter sido já três vezes vice-campeã mundial. Para tal tem de continuar a avançar heats em Portugal, onde, curiosamente, já foi bastante feliz: venceu o Estoril Billabong Girls, um antigo 6 estrelas do WQS, em 2009 e 2010. E em França também se costuma dar bem… Título à vista?

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