Depois de seis etapas na elite mundial, que passaram a "voar" segundo as suas palavras, Francisca Veselko fez um balanço desta primeira metade do ano em publicação nas redes sociais.
É um pequeno olhar a quatro longos meses "fora de casa", onde "tudo aconteceu muito rápido", com passagens pela Austrália, Nova Zelândia, El Salvador e, por fim, o Brasil.
A rookie lusa não esconde as naturais dificuldades que tem sentido no mais alto patamar do surf mundial, que tem partilhado com a compatriota e também estreante Yolanda Hopkins. As duas primeiras portuguesas que lograram a qualificação para o Championship Tour (CT) da World Surf League (WSL).
"Ia mentir se dissesse que esta primeira experiência no Tour foi fácil. Além não ser fácil, ainda é difícil", refere a surfista de 23 anos, com humor à mistura.
A viver toda uma experiência inédita na carreira, a ex-campeã mundial Júnior da WSL diz que hoje em dia é "uma surfista completamente diferente" em comparação com o momento em que obteve a tão desejada qualificação mundialista, o que aconteceu em fevereiro último após o Pipe Challenger.
O caminho tem sido difícil, mas, "resultados à parte", a competidora de 23 anos garante que "tem sido uma evolução constante e crescimento diário, sempre a puxar os limites".
"Já fui muito desafiada neste desporto, que muitas vezes é ingrato, como no meu último heat que perdi nos últimos 30 segundos, mas que também proporciona os melhores momentos de sempre", entende a duas vezes campeã nacional Open.
Numa altura em que regista quatro derrotas consecutivas na primeira ronda, a surfista de Carcavelos acredita que "esta fase mais desafiante há-de ter um propósito maior, por mais que custe perceber certas coisas", sublinhando que está "rodeada das pessoas certas" e que é uma "sortuda por ter uma equipa incrível" ao seu lado.
Nesta fase, a mana de Jaime Veselko é a lanterna vermelha do ranking mundial feminino, ocupando o 23.º e último posto com oito mil pontos somados. Em meia dúzia de etapas, o melhor desempenho foram os nonos lugares alcançados nas duas primeiras etapas do ano: Bells Beach e Margaret River.
Agora é tempo do regresso a casa e recarregar baterias para as três etapas que se seguem, onde a atleta treinada por Rodrigo Sousa procurará obter a requalificação para o CT'2027 e garantir acesso a todas as provas deste ano. A tarefa é bastante complicada, mas nada é impossível.
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