Na chegada ao El Salvador Pro, o mexicano Alan Cleland pertencia a um pequeno grupo de surfistas que estava na posse de um registo nada famoso. Após quatro etapas no CT’2026, ainda tinha qualquer vitória em heats. Somou derrotas atrás de derrotas.
As águas da Oceânia, palco das etapas em questão, não se revelaram amigas do antigo campeão mundial ISA. Os adversários dos heats também não foram os mais simpáticos ao perder perante os pesos-pesados Gabriel Medina (duas vezes), Jack Robinson e Griffin Colapinto.
Este registo extremamente negativo obrigava a uma rápida reação por parte do surfista local de Pascuales. Essa resposta chegou em El Salvador, nas direitas de Punta Roca, onde o competidor de 24 anos se sente em casa e contou com o sempre importante apoio do pai e dos amigos. Com um caloroso apoio por detrás, tudo mudou.
De não vencer qualquer bateria, Alan Cleland passou ao melhor resultado de sempre em etapas do CT, até ao momento. O surfista norte-americano alcançou um honroso quinto lugar no El Salvador Pro, fruto de ter atingido os quartos-de-final. O seu anterior melhor desempenho era o nono posto, que tinha conseguido por meia dúzia de ocasiões em 2025, entre as quais no… El Salvador Pro.
“Viajamos pelo mundo e perdemos o primeiro heat. Depois, rumamos ao próximo [campeonato]. É um jogo mental no qual temos de regressar com força. É bastante difícil dar a volta”, confidenciou.
Como não há mal que sempre dure, a sequência de derrotas foi finalmente quebrada e com direito a uma vitória de prestígio. Alan Cleland impôs-se perante o vice-campeão mundial Griffin Colapinto, que tinha sido o seu carrasco na etapa anterior. “Vencer uma bateria era um grande objetivo que tinha.” A outra vítima do seu surf foi o havaiano Barron Mamiya.
A marcha de Cleland acabou por ser travada por Gabriel Medina, num embate em que até fez a melhor onda, mas a falta de um backup liquidou as suas aspirações.
Com o quinto posto alcançado nas quentes águas do Pacífico, Alan Cleland ganhou um novo ânimo na luta pela requalificação para o CT’2027, embora tenha regressado às derrotas de primeira no Rio Pro.
Agora, segue-se o regresso ao Oceano Pacífico, onde terão lugar as duas próximas etapas. Aí, o atleta mexicano irá encontrar tubos, condições nas quais se sente à vontade. Veremos o que sucede para o homem que está somente no 27.º lugar da hierarquia.
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