Quase dois meses depois, o CT'2026 deixa finalmente a Oceânia, continente que acolheu a fase inicial da temporada que celebra o 50.º aniversário do circuito mundial.
Foram três etapas realizadas em águas australianas mais um evento disputado na Nova Zelândia, país que desde 2013 não era visitado pelos melhores surfistas do globo.
Precisamente o New Zealand Pro, que esta segunda-feira consagrou os ex-campeões mundiais Italo Ferreira e Carissa Moore, originou mudanças nas lideranças dos rankings.
Ao território ‘kiwi’, os brasileiros Gabriel Medina e Luana Silva chegaram na posse da ‘amarelinha’. Foi a primeira vez na história que tivemos os dois rankings com liderança brasileira em simultâneo. Todavia, este duo não conseguiu defender com sucesso a licra que é mais desejada pelos atletas.
Concluída a ação nas esquerdas de Raglan (Manu Bay), Italo Ferreira e Gabriela Bryan assumiram a dianteira das respetivas hierarquias.
Campeão do mundo em 2019, Italo já não era número 1 mundial desde o ano passado. O talentoso surfista da Baía Formosa encabeça agora um ranking em que as quatro primeiras posições são monopolizadas por surfistas brasileiros, o que demonstra bem qual é a nação dominante deste início de campanha.
Com 22 725 pontos amealhados, Italo Ferreira é secundado pelo veterano Miguel Pupo, por Gabriel Medina e pelo campeão mundial Yago Dora. Só no quinto posto da tabela surge o primeiro surfista não-brasileiro. É um nome inesperado, pois trata-se do ‘aussie’ George Pittar, o incrível campeão do Margaret River Pro.
Na vertente feminina, a havaiana Gabriela Bryan reconquistou uma licra que já foi sua durante o Margaret River Pro e o Gold Coast Pro. Mais uma vez, Gabby começa a posicionar-se como uma grande candidata ao título mundial.
Na sequência do New Zealand Pro, a poderosa power surfer trocou de lugar com Luana Silva, que baixou para a vice-liderança. Menos de dois mil pontos separam as duas atletas.
O terceiro lugar está na posse da campeã mundial Molly Picklum. O top cinco é fechado por duas surfistas norte-americanas de diferentes gerações: a veterana Lakey Peterson (4.ª) e a jovem Sawyer Lindblad (5.ª).
Já as rookies portuguesas, Yolanda Hopkins e Francisca Veselko, perderam um lugar após a curta passagem por Raglan. Foram eliminadas do New Zealand Pro na ronda inaugural. Yo-Yo e Kika situam-se no 18.º e 19.º lugares, respetivamente, com seis mil pontos amealhados.
Entre as cinco estreantes que o CT feminino tem este ano - todas europeias - apenas a basca Nadia Erostarbe está acima no ranking, encontrando-se no 13.º lugar.
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