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  • Governo australiano é contra a inclusão da Grande Barreira de Coral na lista de Património Mundial em perigo
    29 novembro 2022
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  • Relatório recomenda que o maior sistema coralino do mundo deve ser incluído na lista de locais em perigo.
  • Esta terça-feira, Tanya Plibersek, a ministra do Ambiente da Austrália, garantiu que o governo vai fazer pressão contra a inclusão da Grande Barreira de Coral na lista de sítios do Património Mundial em perigo.

    Isto depois de um relatório da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) e da União Internacional para a Conservação da Natureza ter alertado para a necessidade de ação “ambiciosa, rápida e sustentada” e sem a qual o maior recife do mundo está em perigo.

    O documento, divulgado na passada segunda-feira, recomenda que a Grande Barreira de Coral seja incluída numa lista de locais em perigo, de acordo com as recomendações de uma missão, realizada em março último, ao sistema de recifes ao largo da costa nordeste da Austrália.

    “Vamos fazer ver muito claramente à UNESCO que não há necessidade de isolar a Grande Barreira de Coral desta forma”, disse Tanya Plibersek.

    A ministra disse igualmente que o governo comprometeu-se a investir 1,2 mil milhões de dólares australianos (774 milhões de euros) para cuidar do recife ao mesmo tempo que cancelou os planos do executivo anterior de construir duas grandes barragens no estado de Queensland, que iriam afetar a qualidade da água do recife.

    “Se a Grande Barreira de Coral está em perigo, então todos os recifes de coral do mundo estão em perigo”, disse Tanya Plibersek. “Se este sítio do Património Mundial está em perigo, então a maioria dos sítios do Património Mundial em todo o mundo estão em perigo devido às alterações climáticas”.

    O relatório divulgado diz que o governo federal australiano e as autoridades de Queensland deviam adotar objetivos mais ambiciosos de redução de emissões em consonância com os esforços internacionais para limitar o aquecimento futuro a 1,5ºC.

    A ação das autoridades australianas vai ser revista antes da UNESCO apresentar qualquer proposta oficial ao comité do Património Mundial. Em 2021, o local conseguiu manter-se fora da 'lista negra'.

    Em março, a Autoridade do Parque Marinho da Grande Barreira de Coral tinha confirmado que o local, o maior sistema coralino do mundo, com uma superfície de 348 mil quilómetros quadrados, estava a sofrer um “preocupante e severo” branqueamento maciço de corais, depois de importantes branqueamentos já terem ocorrido em 1998, 2002, 2016, 2017 e 2020.

    O recife, cujo estado passou a ser qualificado, em finais de 2020, pela União Internacional para a Conservação da Natureza de 'preocupação significativa' para 'crítica' – a pior denominação de conservação — continua a ser ameaçado pelas alterações climáticas.

    Casa de 400 tipos de corais, 1500 espécies de peixes e quatro mil variedades de moluscos, a Grande Barreira de Coral começou a deteriorar-se na década de 90 do século passado devido ao impacto do aquecimento da água do mar e ao aumento da acidez pela crescente presença de dióxido de carbono (CO2) na atmosfera. É Património Mundial da UNESCO desde 1981.

     

     

     

     

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    Redação
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