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  • Guilherme Ribeiro, do “melhor ano da vida” aos agradecimentos ao “tio Chibanga”
    31 outubro 2022
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  • Fotografia
    Jorge Matreno/ANSurfistas
  • Fonte
    Redação
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  • Título de Gui faz do jovem técnico Manuel Gameiro bicampeão nacional, uma vez que também é ele que orienta Teresa Bonvalot.
  • Ainda antes de a buzina tocar já Guilherme Ribeiro festejava. Após várias palmadas na água, o cerrar de punho e o sorriso do novo campeão nacional vieram ao de cima. A razão não era para menos. Segundos antes, Vasco Ribeiro, o recordista de títulos nacionais e grande favorito ao título, mesmo regressando de uma pausa, tinha tentado o canto do cisne na luta pelo sexto cetro da carreira. A tentativa fora infrutífera e os 20 segundos que restavam não deixavam margem para dúvidas. Guilherme sabia disso. E por isso começou logo aí os festejos de algo único na carreira.

    Cá fora uma grande legião de amigos esperavam o licra amarela para iniciar o cortejo da vitória. A mesma licra que Gui perdeu virtualmente para Vasco durante todo o campeonato. Antes da grande e muito aguardada finalíssima da Liga MEO Surf, o favoritismo estado do lado do rival, que a caminho da final dizimou toda a concorrência. Ao invés, Gui começou o derradeiro dia com algumas intermitências frente ao jovem Francisco Ordonhas. Cresceu frente ao rival de sempre Afonso Antunes e soube guardar o melhor para o heat que tudo decidida, mostrando nervos de aço e oferecendo uma lição tática a um competidor bem mais experiente.

    “Aquele que parecia ser o pior ano da minha carreira, transformou-se no melhor ano da minha vida”, atirou o novo campeão nacional, após começar a enfrentar o batalhão de jornalistas que procuravam por uma palavra do grande vencedor do título de 2022, mas também do Bom Petisco Peniche Pro, a quinta e última etapa da Liga MEO Surf. Sim, porque a renhida luta obrigou o jovem surfista da Caparica a ter de se estrear a vencer em etapas da Liga para também garantir o primeiro título de campeão.

    Guilherme prosseguiu com a explicação, após o espanto de alguns com a tirada. A verdade é que após o bom começo de ano em Portugal, a nível internacional os resultados tardavam em surgir. Até que um surpreendente triunfo no QS de Lacanau virou tudo do avesso. Nos Açores ganhou a liderança do ranking e no Lagido, primeiro, e no Pico da Mota, depois, soube aguentar a pressão e a emoção de um verdadeiro ping-pong final entre si e Vasco na luta pelo título, que se iniciou com 11 candidatos. A juventude foi caindo aos poucos, mas Guilherme segurou-se sempre a uma crença que guardou nas últimas semanas.

    Depois dos amigos fazerem a festa ao sabor do tradicional champanhe, veio um forte e enorme abraço ao pai, que com ele iniciou este trajeto há já muitos anos, apesar da ainda tenra idade. Também não faltou um beijo à mãe. Seguiu-se a festa com o treinador Manuel Gameiro. O jovem técnico que ainda antes de chegar aos 30 anos no cartão de cidadão conseguiu despedir-se de 2022 com os dois principais títulos de campeão nacional. Ao de Gui juntou ainda o de Teresa Bonvalot, conquistado por antecipação nos Açores.

    Aos 20 anos, Guilherme Ribeiro cravou o nome na história do surf nacional. A nível Open, obviamente, porque atrás já deixou um rasto de sucesso e triunfos que vêm desde a infância, onde dividiu com Afonso Antunes o palco da glória nas mais variadas categorias do surf de formação português. Um feito que teve ainda o condão de colocar um ponto no final no hiato de 24 anos da Costa de Caparica sem um campeão nacional Open. Algo que tinha acontecido pela última vez em 1998, precisamente por intermédio de João Antunes, curiosamente, o pai do seu grande rival de geração, Afonso.

    Após muitos festejos e celebração, Gui não escondia a felicidade perante os jornalistas. Pelo meio, não perdeu a oportunidade de dedicar o triunfo à “sua” Costa de Caparica, agradecendo ao “Tio Chibanga”. Miguel Gomes, figura ímpar do surf caparicano e nacional, não demorou a responder nas redes sociais, garantido é que por “putos” como Guilherme que “continua a sonhar”. Esta foi também a vitória de um dos maiores bastiões do surf nacional.

    “Eramos 11 candidatos ao título no início, algo inédito. Estava em primeiro e tinha alguma vantagem. Este desenrolar não poderia ser melhor. Entre mim e o Vasco Ribeiro quem ganhasse era campeão e no final fui eu que ganhei. Na primeira onda de 7 pontos foi o ponto de viragem. Pensei que era agora. O Vasco estava no outsider e eu só pensava que tinha de fazer ondas e tentar mostrar o meu surf. Sei que consigo transformar ondas intermédias em excelentes e foi nessa vontade e garra de ganhar que consigo o título”, atirou Guilherme, já com o luz a escassear no Pico da Mota.

     

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