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  • 2022, o ano em que o Mundial de Bodyboard mostrou estar bem vivo
    27 outubro 2022
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  • Fotografia
    João Araújo
  • Fonte
    Redação
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  • Durante 13 etapas, tivemos o privilégio de assistir a um bonito cruzamento entre o passado, o presente e o futuro do bodyboard, que tornou memorável a época que terminou há poucos dias.
  • Em 2020, o Mundial de Bodyboard preparava-se para iniciar uma nova era, com a chegada da International Bodyboarding Corporation (IBC) como nova entidade promotora da competição máxima do bodyboard mundial.

    No entanto, a disseminação da pandemia deixou tudo em suspenso. Ao contrário do que sucedeu no surf, em que apenas não houve CT em 2020, o bodyboard esteve num coma bem mais profundo. Foram dois anos de agonia, sem que o circuito mundial fosse para a água. Uma situação desesperante para os competidores, que estiveram um largo período de tempo sem fazer o que mais gostam, mas também para os promotores das provas e os milhares de fãs que o bodyboard tem no mundo inteiro.

    Para enganar o estômago, tivemos aqui e acolá a realização de algumas provas neste hiato, como o nosso Sintra Portugal Pro, bem como a atribuição de títulos mundiais de dropknee e na divisão Pro Júnior, não esquecendo realização do primeiro Pro Júnior feminino, que aconteceu na Praia Grande e foi conquistado pela portuguesa Madalena Padrela.

    No Open, os campeões mundiais de 2019 mantiveram essa estatuto até 2022, ano em que finalmente poderam defender esse privilegiado estatuto dentro de água.

    2022 marcou então a desejada retoma do Mundial. A expectativa era muita para as 13 etapas que acabaram por ser realizadas. E bem se pode dizer que esse não foi um número de azar, mas sim de sorte para todos aqueles que amam o bodyboard.

    Entre março e outubro, tivemos um circuito sólido, competitivo e emotivo, o que abre excelentes perspetivas para aquilo que serão os próximos anos do Mundial com a IBC a liderar os seus destinos.

    Nas provas realizadas, da América do Sul à Europa, com passagens pela Ásia e África, houve um pouco de tudo. Tivemos o privilégio de assistir a um bonito cruzamento entre o passado, o presente e o futuro do bodyboard, que tornou esta uma época absolutamente memorável.

    Histórias magníficas foram desenhadas nas melhoras ondas do planeta para a prática da modalidade criada pelo saudoso Tom Morey. 

    Desde logo, os velhos roqueiros tiveram uma importante palavra a dizer nesta jornada. E foi logo na abertura de hostilidades no Chile. À beira de completar 59 anos, o eterno Mike Stewart decidiu voltar a vestir a licra de competição e testou-se diante de malta bem mais nova nas etapas da perna chilena.

    E por falar em carecas, Amaury Lavernhe partiu a louça toda em Arica, com uma das melhores performances de sempre na história da modalidade. Fez quatro notas máximas (!) no dia das finais, duas delas no heat de todas as decisões. Isto foi no início de época, pois no fim foi a vez do três vezes campeão mundial Jeff Hubbard tornar-se Rei do Frontón aos 47 anos de idade, com as suas incríveis reviravoltas nos últimos minutos a serem a marca de água desta vitória.

    Entre as senhoras, Mariana Nogueira tornou-se na primeira campeã do mundo de Masters. Feito alcançado no histórico Wahine Bodyboard Pro, evento dedicado a 100% às senhoras e no qual a nossa Catarina Sousa foi terceira classificada na categoria destinada às mais experientes.

    A lendária Neymara Carvalho, que idealizou esse histórico evento brasileiro, também esteve em altas ao vencer a etapa que lhe é muito cara e pelo facto de ter estado envolvida na luta por um sexto título mundial aos 46 anos. Incrível! 

    E o gene vencedor de Neymara também esteve presente no Pro Júnior feminino, que pela primeira vez teve uma campeã mundial. Chama-se Luna Hardman e é filha de Neymara Carvalho. Luna sagrou-se campeã no Sintra Portugal Pro, nas ondas em que no passado a sua mamã competiu consigo no ventre.

    Ainda em relação ao bodyboard do país irmão, Isabela Sousa fez a festa do título, o quinto da carreira, empatando com Neymara Carvalho. Bela sucedeu a Sari Ohhara que no Sintra Portugal Pro derrotou a amiga Joana Schenker na final, naquela que foi a primeira vez que Joana libertou-se das amarras dos quartos-de-final no Mundial 2022.

    No dropknee, que teve um circuito composto por quatro etapas e que tantos elogios mereceu por parte dos competidores, Dave Hubbard interrompeu o reinado de Sammy Morretino ao sagrar-se campeão mundial pela nona vez (!). Aos 40 anos, o Senhor Dropknee igualou assim o número de títulos de Mike Stewart. Hubb não brilhou apenas de joelho na prancha, onde esteve invencível, mas também fez das suas deitado na mesma. Nas Maldivas, que pela primeira vez foram ponto de passagem do circuito mundial, Dave limpou as divisões Open e dropknee.

    Nesta louca viagem, coube ao temível Frontón fechar a festa. Na última dança, Tristan Roberts proclamou-se bicampeão do mundo de bodyboard e manteve o domínio sul-africano, enquanto Jorge Hérnandez é o novo campeão Júnior, categoria em que o luso Joel Rodrigues foi terceiro classificado.

    Emoções, desilusões, drama e surpresas, nada faltou nesta montanha-russa de emoções fortes. Foi bonito! 

     

     

    Para acompanhar e confirmar live, os dados sobre o estado do mar, podes usufruir da nossa rede de livecams e reports preparada para essa finalidade.

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