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  • Biodiversidade vai ser afetada com a mineração do mar profundo
    01 julho 2022
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  • Também a pesca comercial sofrerá os efeitos desta atividade, diz um estudo realizado pelo grupo de investigação do Mar Profundo da Universidade dos Açores.
  • Um estudo da Universidade dos Açores concluiu que a mineração do mar profundo vai afetar a biodiversidade e a pesca, porque os sedimentos poderão dispersar por uma área equivalente a 10 mil campos de futebol.

    Em comunicado enviado à agência noticiosa Lusa, o grupo de investigação do Mar Profundo da Universidade dos Açores (UAc) avança que um estudo, publicado na revista 'Frontiers of Marine Science', concluiu que a exploração mineral do mar profundo vai produzir “plumas de sedimentos que poderão cobrir uma área até 150 quilómetros quadrados”.

    “Os sedimentos libertados durante a exploração mineral poderão dispersar por uma área equivalente a 10 mil campos de futebol e afetar ecossistemas marinhos vulneráveis e a pesca comercial”, realçam os investigadores.

    A investigação revelou ainda que as plumas “podem dispersar para fora das áreas” de mineração e “atingir montanhas submarinas próximas”, o que afeta os “ambientes do mar profundo” e os “ambientes perto da superfície”.

    “Estas plumas, com elevado potencial tóxico, porão em risco os corais de água fria e as atividades de pesca existentes. Estes impactos são particularmente preocupantes em regiões como os Açores, onde as populações locais são altamente dependentes do mar profundo”, lê-se na nota de imprensa.

    O grupo de investigadores destaca que o mar profundo dos Açores “esconde uma diversidade de comunidades biológicas única no Oceano Atlântico”, como “extensos jardins de corais de águas frias” e “campos de esponjas”.

    “Muitas destas áreas constituem ecossistemas marinhos vulneráveis devido à grande diversidade de espécies, algumas com longevidades de centenas ou milhares de anos e crescimento muito lento”, alertam.

    Para o grupo de investigação, os resultados do estudo “reforçam a necessidade de continuar a avaliar os potenciais impactos da exploração mineral do mar profundo antes de se começar a equacionar a sua regulamentação”.

     

     

     

     

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    Redação
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