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  • Será uma boa tática apostar em tube riders nos próximos Mundiais ISA?
    01 junho 2022
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  • Fotografia
    WSL
  • Fonte
    João Vasco Nunes
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  • Wildcards para Paris’2024 serão escolhidos em função da onda, mas terão como requisito ficar no top 50 do Mundial ISA 2023 ou 2024.
  • Faltam pouco mais de dois anos para o regresso das Olimpíadas ao continente europeu. Paris será o palco dos Jogos Olímpicos de 2024, com um ciclo olímpico mais curto, depois de a pandemia ter deslocado os Jogos de Tóquio de 2020 para 2021. Dessa forma, Paris’2024 aproxima-se a um ritmo alucinante e este verão ficou já definido o processo qualificativo do surf, com algumas novidades em relação ao caminho par Tóquio’2020. E, claro, com a particularidade de a prova de surf se disputar em Teahupoo, no Taiti… em pleno Oceano Pacífico e a longa distância de sede Paris.

    Um dos aspetos que mais salta à vista desde que se sabe que a competição vai decorrer em Teahupoo é o facto de esta ser uma onda muito técnica e bastante temida. Um tubo pesado, com fundo de coral e o perigo logo ao virar da esquina. Uma decisão que praticamente “obrigou” que o circuito mundial feminino passasse a também ter uma etapa na onda taitiana, tal como acontece no masculino.

    Contudo, será difícil à ISA recriar condições idênticas às de Teahupoo nas várias etapas do caminho de qualificação olímpico. Apenas os surfistas presentes no CT terão essa possibilidade. Em termos de Mundiais ISA ou mesmo Jogos Pan-Americanos será praticamente impossível ter uma qualificação à imagem do palco final. A começar pelo Mundial de 2022, que será em Huntington Beach, um beach break californiano com uma das ondas mais “moles” presentes nos circuitos da WSL. Em 2023 o cenário melhora ligeiramente, com o regresso a El Salvador, ainda que também seja algo bem distinto de Teahupoo.

    Assim, mesmo que se pense em exímios tube riders quando se olha para os tubos de Teahupoo, cujo melhor período de ondas é por volta de Agosto, exatamente quando acontecem os Jogos Olímpicos, ficará difícil imaginá-los a competir pela qualificação nas ondas de Huntington Beach, por exemplo. A não ser que para 2024 a ISA pense apresentar uma surpresa na localização do Mundial. Embora seja arriscado pensar em Teahupoo, tendo em conta que há surfistas de todo o Mundo em prova, muitos deles sem os requisitos técnicos e a experiência para enfrentarem uma onda que pode ser letal.

    Diferente é a situação dos 10 surfistas masculinos e 8 femininas que se vão qualificar pelo CT, pois a grande maioria são completos e capazes de competir em qualquer onda do Mundo. No entanto, os restantes surfistas – e em 2024 passarão de 20 para 24 por género – virão das mais variadas origens, dependendo desse processo qualificativo originário os Mundiais ISA e Jogos Pan-Americanos. Ou seja, valerá a pena as nações que não têm tanta representatividade no WCT apostar em especialistas em tubos nestes Mundiais já a pensar mais à frente numa eventual medalha olímpica?

    Se isto era algo que podia levantar dúvidas, agora a situação parece ter mudado. Isto porque uma das novidades dos novos critérios de qualificação é a introdução de um wildcard universal por género. Segundo a ISA, as especificidades da onda serão tidas em conta. O mesmo que dizer que o historial do surfista em tubos poderá ser decisivo para esse wildcard, que irá para surfistas de nações que ainda não tenham as vagas de qualificação preenchidas. Mas – e há sempre um mas – esses wildcards terão um requisito, que passa por terem ficado no top 50 do Mundial ISA de 2023 ou 2024.

    Ora, este é um cenário que poderá fazer alguns países levarem mesmo um tube rider aos Mundiais ISA, talvez apenas com o objetivo de ficarem nesse top 50 entre as centenas de surfistas em prova, para depois ficarem aptos a serem candidatos a um wildcard que se prevê muito concorrido e desejado. Em termos exemplificativos, atualmente Portugal tem em Frederico Morais e Vasco Ribeiro as suas duas maiores esperanças olímpicas, não havendo uma terceira opção declarada. Em circunstâncias normais poderão ser os surfistas da nova geração, como Afonso Antunes ou Guilherme Ribeiro, a disputá-la.

    No entanto, uma “tática” plausível poderia passar pela chamada de Nic Von Rupp, que, apesar de já afastado do cenário competitivo a tempo inteiro, é um dos mais experientes tube riders do planeta e que está atualmente a surfar em Teahupoo, num dos maiores swells da temporada. Mas isso também implicaria pensar que Vasco e Frederico não conseguiriam duas vagas pelo processo de qualificação natural, pois caso as consigam bloquearão essa possibilidade. A não ser que Portugal conseguisse vencer a categoria masculina em termos coletivos do Mundial de 2022 ou 2024 para garantir a terceira vaga extra por género – outra das novidades para este processo de qualificação olímpica para Paris’2024.

    Mas que diz Nic von Rupp também pode pensar noutros exemplos práticos, que, mesmo não sendo apostas de valor para beachbreaks, com um wildcard seriam claros candidatos a medalhas em Teahupoo. Outra possibilidade prende-se com a França, que terá direito a um wildcard por género, caso não tenha as duas vagas ainda preenchidas. Sem representantes no CT em 2022 ou o cenário muda para o próximo ano, dependendo do desfecho das Challenger Series, ou a França terá de disputar vagas somente pelos Mundiais ISA. E aí a aposta até pode recair sobre surfistas taitianos e mais familiarizados com a onda de Teahupoo, como o jovem Kauli Vaast ou o veterano Michel Bourez.

    Outro dos pontos também pode mexer com esta nova regra da terceira vaga extra é o facto de os países mais fortes levarem as suas maiores estrelas de forma séria ao Mundial 2022 e 2024. Isto porque é a única foram de conseguirem levar mais que dois surfistas por género. O exemplo mais flagrante disso foi o que se passou com o Brasil em Tóquio. Com três dos surfistas mais fortes do Mundo e com todos no topo do ranking mundial, acabou por calhar a “fava” a Filipe Toledo, por Gabriel Medina e Italo Ferreira terem ficado acima dele no ranking do CT 2019. Agora, este trio já pode lutar por outra vaga.  

    Owen Wright é outro nome que pode fazer mexer muito com o tabuleiro. O medalhado de bronze de 2020 é um dos mais incríveis tube riders do Mundo. Contudo, a saído do Tour a meio desta temporada deixa-o entre a espada e a parede. Ou consegue requalificar-se pelas Challenger Series, mesmo depois de um arranque fraco nesta segunda metade da época, ou vai ver outros dois compatriotas selarem duas vagas para a Austrália. Aí, os aussies podem fazer de Wright o seu terceiro homem nos Mundiais ISA para tentarem a vitória por equipa para ganhar essa vaga extra, com um dos surfistas que seriamente claramente favorito a medalhas em Teahupoo.

    O mesmo é válido para Kelly Slater... E aí seria o palco de sonho para o percurso ímpar do 11 vezes campeão mundial. Muita coisa pode acontecer nos próximos meses, mas, certamente, que as mentes mais astutas por trás das equipas nacionais já estarão a estudar qual o melhor plano para atacar a qualificação mas também as medalhas em Paris'2024.

     

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  • ISA World Surfing Games
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    WSL
  • Fonte
    João Vasco Nunes
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