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  • O surf e a responsabilidade de ajudar a proteger os oceanos
    29 junho 2022
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  • O MEO, a EDP, o Turismo de Portugal e a World Surf League juntaram-se para mostrar ao mundo a estreita relação de Portugal com o mar, mas também destacar o papel do surf na proteção dos oceanos.
  • Na manhã desta quarta-feira, dia 29 de junho, realizou-se o 'Let's Sea: The Waves for The Future', evento paralelo à 2ª Conferência dos Oceanos da Organização das Nações Unidas, que decorre em Lisboa até à próxima sexta-feira. 

    O Jardim Garcia de Orta, nas imediações da Altice Arena, no Parque das Nações, serviu de palco ao primeiro de dois eventos coorganizados pelo MEO, EDP, Turismo de Portugal e a World Surf League (WSL). O outro terá lugar na quinta-feira no mar da Caparica, mas já lá vamos.

    Moderado por Paul Evans da WSL, o 'Let's Sea: The Waves for The Future' contou com as intervenções de Ana Figueiredo, CEO da Altice Portugal, Vera Pinto Pereira, administradora-executiva da EDP, Luís Araújo, presidente do Turismo de Portugal, Emily Hofer, diretora-executiva do programa WSL Pure e ainda o conhecido surfista de ondas grandes Garrett McNamara. 

    O MEO, a EDP, o Turismo de Portugal e a WSL juntaram-se para destacarem o papel do surf na proteção dos oceanos e relembrar como todo o ecossistema que envolve empresas, atletas e instituições deve estar mobilizado em torno deste desígnio. O surf, enquanto desporto ligado ao oceano, deve liderar a sua proteção, estabelecendo objetivos, contribuindo assim para as metas 14 e 17 dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da Organização das Nações Unidas (ONU).

    "Na WSL, o oceano é o nosso líder, estádio, arena e inspiração. Não restam dúvidas de que o futuro do nosso desporto depende da saúde dos oceanos. Acreditamos que o desporto tem um caráter inspirador, pelo que durante os nossos eventos inspiramos os nosso fãs a tomarem ações. Os surfistas são uma peça importante nessa missão. À volta do mundo, penso que nos dias de hoje ainda não se fala o suficiente sobre os oceanos", entende Emily Hofer. 

    Garrett McNamara referiu que este é o "tipo de eventos em que há partilha, aprendizagem e as pessoas inspiram-se umas às outras. Cabe a nós, enquanto comunidade aqui presente, dar o exemplo. Temos dar aquele passo extra para sermos sustentáveis, seja em casa, através daquilo que comemos ou do nosso próprio veículo. Temos mesmo de pensar sobre os comportamentos que adotamos. O futuro será guiado pelas nossas ações".

    Durante a sessão foram apresentados dois projetos. Começando pelo 'Unwanted Shapes – Zero Impact, Full Performance”, esta é uma iniciativa promovida pelo MEO, Turismo de Portugal e que ambiciona que, até aos Jogos Olímpicos de Los Angeles'2028, toda a indústria do surf esteja a utilizar pranchas feitas de material sem impacto ambiental.

    "Enquanto marca de causas, o MEO tem estado envolvido no debate público de inúmeros temas fraturantes da nossa sociedade. Sendo o surf um território da história da nossa marca, esta causa da proteção e conservação dos oceanos é de extrema relevância para nós, pelo que estamos empenhados em garantir o sucesso do projeto 'Unwanted Shapes – Zero Impact, Full Performance', contando para isso com a ajuda de todos os parceiros envolvidos. É também importante realçar o papel das gerações futuras, como é o caso dos nossos atletas da MEO H-Team, neste que é um desafio à escala global”, disse Ana Figueiredo, CEO da Altice Portugal.

    Por outro lado, foi dado a conhecer o projeto 'EDP Surf for Tomorrow', que tem como objetivo investir na formação da nova geração de surfistas ibéricos e desenvolver o seu talento com um compromisso reforçado com a proteção dos oceanos, criando uma geração de surfistas mais responsáveis e conscientes da necessidade de implementar uma abordagem regenerativa no ecossistema marinho.

    “O EDP Surf for Tomorrow oferece uma oportunidade única para o desenvolvimento do talento destes cinco jovens atletas e permite-nos contribuir para a sensibilização por uma forma de vida mais sustentável. A EDP está empenhada em promover o surf como uma plataforma de proteção dos oceanos e da transformação urgente que precisamos de fazer na nossa sociedade, de forma a garantirmos um futuro equilibrado para as próximas gerações”, destaca Vera Pinto Pereira, administradora-executiva da EDP.

    Por sua vez, Luís Araújo, presidente do Turismo de Portugal, sublinhou que "97% do território português é mar. Apenas 3% é terra. Para Portugal, o mar sempre foi desafio e futuro. O mar marca a nossa cultura, história, património, economia e continua a significar inovação e futuro. A economia azul é hoje uma oportunidade para Portugal e para o mundo e o turismo azul, no nosso país, representa 67% dessa economia. A sustentabilidade está no centro da estratégia nacional para o turismo e a Conferência dos Oceanos é uma oportunidade para mobilizar todos, nacional e internacionalmente. É com este espírito que o Turismo de Portugal tem colaborado com a Conferência  em várias vertentes: produzindo o site da organização portuguesa da Conferência, participando no evento da OMT sobre o papel do setor na edificação de uma economia azul circular e regenerativa, e organizando, juntamente com a MEO, EDP e WSL, dois eventos onde o surf se afirma na proteção do oceano, sendo que um deles permite mesmo que os congressistas tenham uma experiência de surf nas nossas ondas".

    A experiência de surf mencionada servirá de base ao evento 'Let's Sea - Riding Portuguese Waves', que terá lugar entre as 8h00 e as 10h30 de quinta-feira, dia 30 de junho, na Costa de Caparica. 

    Tem como objetivo proporcionar às comitivas internacionais presentes na Conferência dos Oceanos uma experiência única no mar português. Para além de uma aula de surf, está prevista a divulgação de informação especifica sobre a proteção das linhas de costa e dos oceanos, apelando ao envolvimento de todos os responsáveis.

     

     

     

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    DR/Altice Portugal
  • Fonte
    Redação
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