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  • Investigadores pedem: concentrações de algas na costa portuguesa devem ser reportadas
    10 junho 2022
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  • Os dados facilitam aos investigadores um conjunto de informações importantes sobre a origem, espécie, impactos e frequência das acumulações.
  • Investigadores do Centro de Ciências do Mar (CCMar) da Universidade do Algarve apelaram para que sejam reportados os avistamentos de acumulações de algas que aparecem no mar e nas praias da costa portuguesa.

    Os afloramentos de algas devem ser registados em fotografia e os dados submetidos através da plataforma digital 'Algas na Praia', com o preenchimento de um pequeno inquérito.

    Em comunicado, a Universidade do Algarve indicou que os dados permitem uma monitorização das concentrações e facilitam aos investigadores um conjunto de informações importantes sobre a origem, espécie, impactos e frequência das acumulações.

    “Os registos que forem submetidos este ano, juntamente com os dados obtidos no verão do ano passado, vão permitir identificar as condições-chave ambientais para a proliferação de algas e definir estratégias para remover e utilizar esta biomassa que dá à costa”, segundo o investigador Rui Santos, citado no comunicado.

    No ano passado, segundo a Universidade do Algarve, foram submetidos 96 registos através da plataforma, tendo os dados permitido identificar três zonas distintas de acumulação de algas na costa Sul do Algarve.

    “Entre Lagos e Olhos de Água (Albufeira) dominou a alga castanha (Rugulopterix okamurae), uma espécie invasora originária dos mares da Coreia/Japão, e entre Vilamoura e a Praia de Faro dominou a alga vermelha (Asparagopsis armata), uma espécie invasora originária da Austrália”, indicou a universidade.

    Já entre a ilha da Armona (Olhão) e Vila Real de Santo António, proliferou a alga verde (do género Ulva), uma espécie autóctone da costa portuguesa.

    “É normal encontrarmos algas no mar e nas praias, mas, quando encontramos acumulações excessivas de algas, podemos estar perante fenómenos resultantes de excesso de nutrientes provenientes de efluentes urbanos ou da fertilização excessiva em agricultura”, alertam os investigadores. As concentrações, adiantam, “podem ainda ser um fenómeno provocado por algas invasoras, as quais têm um impacto muito negativo nas espécies nativas da nossa costa”.

    Alegam ainda que o crescimento excessivo das algas “pode prejudicar a biodiversidade, as pescas e a qualidade ambiental da praia”. 

     

     

     

     

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