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  • Habituado a estar no mar horas a fio nestas sessões, 'quando está um dia épico é no mínimo duas horas, até o corpo não aguentar mais', Eduardo Vento viveu mesmo uma sessão heavy (pesada).
  • Sempre que há uma ondulação que proporciona altas ondas na costa portuguesa, a ação é muita não só da parte dos surfistas, bodyboarders, entre outros, mas à chamada da Natureza também não faltam os incontornáveis fotógrafos e filmmakers.

    Uns optam por ficar em terra a registar tudo o que vai sucedendo no line-up, enquanto outros tomam a iniciativa de também ir lá para dentro. Estar no local onde tudo acontece, sentir e captar de perto momentos alucinantes, como é o caso do surfista a sair no bafo do tubo ou aquela rasgada explosiva. 

    Um desses filmmakers que é presença assídua no line-up é Eduardo Vento. "Aquilo que mais gosto é colocar-me em risco, estar ali mesmo bem perto da ação e participar na mesma. É um fascínio poder mostrar às pessoas o que acontece dentro do mar", começa por dizer em conversa com o MEO Beachcam.

    Sempre em cima do acontecimento, Eduardo colocou recentemente cá fora o seu mais recente clip. De seu nome, 'Heavy Crush'. Durante 120 segundos retrata mais uma grandiosa sessão num spot de eleição da nossa incrível costa. Um verdadeiro banquete tubular captado pela sua lente, depois do call ter sido dado por Miguel Blanco, bicampeão nacional de surf. 

    Habituado a estar no mar horas a fio nestas sessões, "quando está um dia épico é no mínimo duas horas, até o corpo não aguentar mais", Eduardo Vento viveu mesmo uma sessão heavy (pesada). Esta ficou inevitavelmente marcada por um "momento mais desagradável", digamos um "pequeno susto" na hora de entrar na água.

    "Nesta sessão em específico, entrei dentro de água no timing errado. Tentei entrar por um atalho, mas a meio do caminho levei com aquelas bombas todas. Fui arrastado pelas pedras. Honestamente, achava que naquele momento a sessão tinha acabado para mim. Saí assustado e esgotado dessa situação. Já há algum tempo que não entrava com o mar tão grande. Porém, à saída encontrei-me com o Miguel Coelho, o Maxime Castillo e o Ricardo Pina, que deram-me uma injeção de moral para regressar. Assim aconteceu", conta o filmmaker de 30 anos.

    Créditos: Hélio António

    Todo este momento de tensão foi vivido sem a preciosa ajuda dos jet-skis, o que complicou as coisas. "Desta vez não contei com esse auxílio e foi uma grande dificuldade. Tive de enfrentar o mar de frente. Já fiz sessões noutros locais com motos de água. É sempre um porto de abrigo saber que se levo com um set tenho ali o jet-ski para me tirar da zona de impacto e assim consigo respirar".

    Nesta mesma conversa, Eduardo Vento conta que só há cerca de dois anos conseguiu juntar as "duas paixões", pelas quais enamorou-se desde muito novo. O surf e o vídeo. Diz que o segredo da ação de um water filmmaker assenta na "boa leitura do mar para não atrapalhar a linha do surfista". 

    Prefere a agitação do mar ao estar situado em terra, uma vez que "não queria ser mais um a estar ali". "Não é algo que não faça, mas tento sempre evitar", confessa. Dentro de água está com a câmara, que "vai bem presa com o leash no punho direito".

    Contas feitas ao peso total do equipamento que transporta: "Tudo junto, incluindo a cage, fica uns 10 quilos, mas há flutuabilidade". A isto acresce naturalmente o fato, barbatanas e ultimamente o capacete. "Depois de uns bons sustos, aprendi que o capacete faz a diferença. Faço mais pelos surfistas. Muitas das vezes na saída dos tubos e se estou ali perto, consigo mergulhar. No caso de ser atingido, o surfista desta forma acerta no capacete." Para estar na máxima força, Eduardo diz que leva a cabo "muito trabalho de preparação", o que inclui "treinos físicos e de apneia". 

    Créditos: Miriam Joanna

    Já com experiência acumulada nesta função de water filmmaker, Eduardo explica que nos dias de hoje não são assim tantos aqueles que dedicam-se à mesma atividade em Portugal. "Vejo muitos fotógrafos a irem para dentro de água, mas não há muitos water filmmakers. Em Portugal, conto pelos dedos aqueles que fazem esta atividade. Não são muitos os que optam por este caminho, pois a nível de material e exigência do processo não é algo muito comum".

     

     

     

     

     

     

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