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  • Pelo sexto ano consecutivo, o calor acumulado nos oceanos foi recordista
    11 janeiro 2022
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  • Além de calor, os oceanos absorvem atualmente entre 20% e 30% das emissões de dióxido de carbono produzidas pela humanidade.
  • Uma investigação com dados até 2021, publicada esta terça-feira na revista científica 'Advances in Atmospheric Sciences', revela que o calor acumulado nos oceanos bateu novos recordes o ano passado, o que sucedeu pelo sexto ano consecutivo.

    Os autores do trabalho, feito por 23 investigadores de 14 institutos de vários países, anunciaram que estes resultados correspondem ao final do primeiro ano da Década das Nações Unidas da Ciência Oceânica para o Desenvolvimento Sustentável (2021-2030).

    O relatório resume dois conjuntos de dados internacionais, do Instituto de Física Atmosférica (IAP, na sigla original), da Academia Chinesa de Ciências, e dos Centros Nacionais de Informação Ambiental, da Administração Nacional Oceânica e Atmosférica (NOAA, na sigla original), dos Estados Unidos da América, que analisam observações sobre o calor nos oceanos e o seu impacto desde a década de 50 do século passado. 

    O aquecimento dos oceanos está a "aumentar incessantemente, a nível global, e este é um indicador primário da mudança climática induzida pela humanidade”, disse um dos autores do documento, Kevin Trenberth, do Centro Nacional de Investigação Atmosférica do Colorado, nos EUA.

    No último ano, os investigadores calcularam que os primeiros 2000 metros de profundidade em todos os oceanos absorveram mais 14 zettajoules de energia sob a forma de calor do que em 2020, o equivalente a 145 vezes a produção mundial de eletricidade em 2020.

    Além de calor, os oceanos absorvem atualmente entre 20% e 30% das emissões de dióxido de carbono produzidas pela humanidade, levando à acidificação dos oceanos, disse Lijing Cheng (IAP), acrescentando que o "aquecimento dos oceanos reduz a eficiência da absorção de carbono e deixa mais dióxido de carbono no ar”.

    Segundo o mesmo especialista, as análises regionais mostram que o forte e significativo aquecimento dos oceanos desde o final dos anos 50 ocorre em todo o lado e que as ondas de calor marinhas regionais têm enormes impactos na vida marinha.

    De acordo com Lijing Cheng, o estudo mostra também que o padrão de aquecimento dos oceanos é o resultado de mudanças na composição atmosférica relacionadas com a atividade humana.

     

     

     

     

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