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  • Chuva, vento e muita agitação marítima no horizonte. São os 'efeitos colaterais' da depressão Barra
    06 dezembro 2021
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  • A temperatura também vai descer significativamente. Não por causa da influência da depressão, mas sim devido a uma massa de ar polar.
  • A partir da tarda da próxima terça-feira, dia 7 de dezembro, o estado do tempo e do mar vai agravar-se em Portugal continental devido aos efeitos colaterais da depressão Barra.

    De acordo com o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), esta depressão não irá ter "impactos diretos sobre Portugal continental", mas a "superfície frontal fria que a ela está associada irá aproximar-se a partir da tarde de dia 7" e "atravessar todo o território até ao fim da manhã do dia 8, com o consequente agravamento das condições meteorológicas".

    É assim esperada chuva por vezes persistente, vento e muita agitação marítima. “A depressão Barra é uma depressão muito pouco cavada, é uma depressão alta no seu centro que está no Atlântico Norte bem a noroeste dos Açores e vai deslocar-se de leste para nordeste em direção às ilhas britânicas. Ela não influencia diretamente o estado do tempo em Portugal continental, mas há alguns efeitos colaterais”, disse Maria João Frada, meteorologista do IPMA, à agência noticiosa Lusa.

    Associada à depressão, está uma superfície frontal fria que vai passar na terça-feira (dia 7), que tem alguma atividade e vai originar chuva persistente, especialmente nas regiões Norte e Centro, principalmente no Minho e Douro Litoral. Precipitação essa que por vezes poderá ser forte, acompanhada de trovoadas e intensificação do vento, que será temporária. A chuva vai depois estender-se a todo o território do continente.

    Os efeitos da depressão Barra vão também fazer-se sentir no mar com o aumento da agitação marítima. “Vamos ter ondas que vão aumentar gradualmente na costa ocidental a partir de dia 7 [terça-feira] e vão aumentar no final do dia já para aviso amarelo nos distritos do Norte e Centro a norte do Cabo Mondego com ondas de noroeste com 4 a 5 metros. No dia 8 [quarta-feira] as ondas vão aumentar para 5 a 6 metros, já no âmbito de aviso laranja, com altura máxima que pode atingir os 12 metros”, referiu a meteorologista do instituto. 

    De acordo com Maria João Frada, este cenário abrange toda a costa ocidental a norte do Cabo Espichel. “No dia 9 [quinta-feira] as ondas tendem a diminuir para 4 a 5 metros, mas ainda com aviso amarelo”, disse.

    O IPMA prevê também uma intensificação do vento no litoral com rajadas de 60 e a 70 quilómetros por hora e nas terras alta de 85 a 90. “A intensificação do vento vai dar uma sensação acrescida de frio, o que vai aumentar o desconforto térmico”, realçou.

    Quanto às temperaturas, Maria João Frada adianta que vão descer, mas não tem a ver com os efeitos colaterais da depressão. “Depois da superfície frontal, vamos ter o transporte de uma massa de ar polar na quarta-feira já vinda de norte e vamos ter uma descida significativa da temperatura, em especial das máximas e nas regiões do Norte, Centro e Alentejo, que podem atingir os 5 a 8ºC”, contou.

    As temperaturas mínimas vão variar entre os 6ºC e os 10/11ºC em alguns locais da faixa costeira, enquanto no interior Norte e Centro não vão ultrapassar os 3 a 4ºC e na Serra da Estrela serão negativas de -1 e -2ºC.

    Já as máximas vão oscilar entre os 10 e os 15ºC, sendo ligeiramente mais altas em alguns locais na faixa costeira (17ºC) e bem inferiores no nordeste transmontano e Beira Alta (entre os 6 e 8ºC). “Esta situação é temporária e no dia 9 [quinta-feira] as temperaturas máximas voltam a subir entre 2 a 5ºC”, finalizou Maria João Frada. 

     

     

     

     

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    Redação
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