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  • Os momentos do ano: Após a paralisação pandémica, o CT e o QS regressaram em força na Austrália
    15 dezembro 2021
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  • Durante aqueles meses, esteve sempre presente uma aparente sensação de normalidade num mundo que continuava de pantanas por causa da maldita pandemia.
  • A chegada em força da pandemia meteu travão a fundo no universo do desporto. O surf não foi exceção e até foi dos desportos mais afetados pelos efeitos deste vírus.

    Por isso, a partir de março de 2020 e até ao final do ano, muito poucas foram as competições de surf colocadas na água pela World Surf League (WSL). A enxurrada de campeonatos neutralizados atingiu o zénite com o angustiante anúncio de que o Championship Tour (CT) também fora cancelado.

    Em dezembro de 2020, faz agora um ano, acendeu-se uma pequena luz ao fundo do túnel com a realização do icónico Billabong Pipe Masters, que deu o pontapé de saída à temporada de 2021 do CT. Apesar dos casos de infeções com o novo coronavírus detetados no seio do staff da WSL naqueles dias, o facto de ter-se conseguido levar a prova até ao fim deixou os fãs do surf com boas sensações e sobretudo otimistas quanto aos meses seguintes.

    Depois de recebido um bonito e antecipado presente de Natal com as sempre espantosas imagens que nos chegaram de Pipeline, a onda rainha do surf mundial, a verdade é que em janeiro de 2021 o medo voltou a entrar no corpo. Afinal, este poderia vir a ser novamente mais um ano em ponto morto quanto a competições de surf da WSL. Nesse mês, não se realizou uma única prova das que estava em agenda e que incluía a visita do circuito mundial a Sunset Beach e a Santa Cruz. 

    Porém, a chave para colocar de novo esta pesada e grande máquina em andamento estava nos antípodas, mais concretamente na Austrália. Um país que ultimamente em termos competitivos até tem estado bem longe do sucesso obtido outrora, mas que neste capítulo veio a revelar-se uma verdadeira bênção, constituindo-se como a boia de salvação para os responsáveis da WSL levaram a avante os seus planos.

    Foi ali, num país que tem o surf colado à pele e que apresentava um rigoroso controlo quanto à pandemia, que a entidade que tutela o surf profissional conseguiu de forma sustentável dar continuidade à temporada do CT e retomar o QS, ainda que a nível regional, quase um ano depois de ter sido paralisado. Estava dado o mote para a normalidade possível. 

    Os quatro eventos QS, que apuraram os surfistas daquela latitude para o novo circuito Challenger Series 2021, serviram de aperitivo durante os meses de fevereiro e março para aquilo que vinha aí. Através das transmissões da WSL no seu canal de YouTube e apesar das horas impróprias para quem está na Europa, sempre deu para ir matando o bichinho de assistir a campeonatos de surf. 

    Enquanto isso, os melhores surfistas do mundo não-australianos estavam enfiados em quartos de hotel, cumprindo as rigorosas quarentenas impostas pelo governo aussie a quem chegasse proveniente de outros países. Foi replicada a mesma fórmula que abrangeu os tenistas que participaram no Open da Austrália, em janeiro. 

    Para os atletas, esses foram dias penosos. Afastados do mar, do surf, do convívio social, de tudo. Mas não há glória sem dor, pelo que esta foi a solução encontrada para que nos meses de abril e maio fosse servido um grande banquete. De rajada, tivemos a realização de quatro etapas do CT. Uma longuíssima perna australiana, que suportou grande parte dos eventos da temporada de 2021. Dos oito campeonatos disputados (contando com a finalíssima de Trestles), quatro tiveram lugar no país dos cangurus.

    Pela primeira vez em dezenas de anos não houve a histórica visita a Bells Beach, mas a elite do surf mundial teve a oportunidade de competir em Margaret River, bem como regressar a Newcastle e Narrabeen após longas ausências. Numa altura em que o cansaço acumulado já era bastante, o puzzle ficou composto com visita à exótica Rottnest Island, que reativou o velho conceito The Search. No entanto, esta etapa veio a revelar-se uma tremenda desilusão, depois de tanto buzz gerado em torno da mesma. Tudo por causa da fraca qualidade das ondas ao longo do campeonato. Não deixou saudades!

    Para a história nesta extenuante perna australiana, tanto para os surfistas como para nós adeptos dado o louco fuso horário, ficam eternizados momentos como o domínio absoluto Brasil no campo masculino por culpa da tríade Medina/Toledo/Ítalo, o excelente nível de surf apresentado pelo nosso Frederico Morais, o nascimento do fenómeno Morgan Cibilic, a nova lesão de John John Florence, a ausência do lesionado Kelly Slater deste filme e o estupendo air reverse protagonizado por Carissa Moore em Merewether Beach. 

    Durante aqueles meses, esteve sempre presente uma aparente sensação de normalidade num mundo que continuava de pantanas por causa da maldita pandemia e em muitos países com o confinamento a vigorar. Na Austrália, tudo era diferente. Víamos praias cheias a aplaudir os surfistas, aglomerados de pessoas, uma vida quotidiana sem o uso de máscara e o distanciamento social. 

    A verdade é que a WSL passou com nota 10 este difícil exame. A bolha criada veio a revelar-se um grande sucesso. As provas foram levadas a cabo sem perturbações e não houve um único caso de infeção com o novo coronavírus entre os surfistas. 

    Por todas estas razões, este é um indubitavelmente um dos momentos do ano desportivo no que toca ao surf. Contudo, mal a WSL voltou a meter o pé fora da Austrália, os cancelamentos das etapas previstas voltaram a ser uma realidade, mas desta vez apesar de todas as tormentas o navio transatlântico conseguiu chegar a bom porto. 

     

     

     

     

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