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  • Momentos do ano: A estreia olímpica do surf
    18 dezembro 2021
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  • O surf viveu dias de exposição mediática como até então nunca havia tido. Uma modalidade que parece ter vindo para ficar no espectro olímpico.
  • Em março de 2020, um dos maiores sismos provocados no seio do mundo desportivo com a chegada da pandemia do novo coronavírus foi o adiamento dos Jogos Olímpicos de Tóquio'2020.

    Assistimos a um momento histórico! Foi a primeira vez no pós II Guerra Mundial que o maior evento desportivo do planeta Terra não se realizou na data inicialmente prevista pelo Comité Olímpico Internacional (COI).

    Um ano depois, no verão de 2021, mas sempre mantendo a denominação Tóquio'2020, a pira olímpica foi finalmente acesa. Porém, estes foram uns Jogos diferentes. Mais frios. Não por causa da temperatura, mas sim por terem sido realizados sem público nas diversas provas das modalidades que integram o programa olímpico. 

    Um programa que contou com algumas novidades, entre elas a inclusão do surf. Deste momento inédito na história do surf de competição fizeram parte 40 surfistas (20 homens + 20 mulheres) em representação de 18 nações, lote ao qual não faltou Portugal.

    Entre as quatro vagas possíveis, a Seleção Nacional agarrou três lugares, mas no país do sol nascente a delegação de atletas apenas teve a representação do setor feminino, constituído por Teresa Bonvalot e Yolanda Hopkins. Frederico Morais, o primeiro surfista luso a garantir a qualificação olímpica, foi impossibilitado de viajar até ao Japão, pois na véspera de embarcar testou positivo ao novo coronavírus. Sem dúvida, um violento murro no estômago para todos.

    Em Tsurigasaki Beach, a cerca de 60 quilómetros do centro da capital Tóquio, viveram-se três intensos dias de competição e bem diferentes daquilo que habitualmente vemos no universo World Surf League (WSL). Marcaram um antes e um depois na história do surf de competição.

    Em termos nacionais, apesar de amputada de um dos seus membros, a Seleção comandada de forma magistral por David Raimundo deu continuidade à bonita história iniciada semanas antes em El Salvador, no Mundial ISA de 2021. 

    Nesta aventura olímpica, Yolanda Hopkins foi a melhor classificada ao alcançar um sensacional quinto posto, que valeu o primeiro diploma olímpica da história do surf português e logo na primeira aparição por estes palcos. A atleta algarvia ficou às portas de lutar pelas medalhas e venceu dois dos três heats em que participou, entre os quais o famoso triunfo diante da francesa Johanne Defay, a então número dois do ranking mundial. Estrondoso! 

    A caminhada de Yo terminou nos quartos-de-final no confronto com a sul-africana Bianca Buitendag.

    Teresa Bonvalot obteve um também honroso nono lugar e fica para a eternidade do surf olímpico ao ter participado na primeira bateria olímpica da história do surf feminino. Neste compromisso, Teresinha mediu forças com a lendária Carissa Moore e as sul-americanas Daniella Rosas e Dominic Barona.

    Quanto às medalhas, os campeões mundiais de 2019 juntaram a estas conquistas o ouro olímpico. Ítalo Ferreira e Carissa Moore fizeram provas irrepreensíveis e morderam o metal mais precioso. 

    Com a prata ficaram Kanoa Igarashi, que derrotou Gabriel Medina nas meias num heat que gerou muita polémica, e Bianca Buitendag, que depois desta incrível caminhada anunciou a sua retirada da competição.

    O veterano Owen Wright, de volta às melhores sensações, e Amuro Tsuzuki levaram o bronze, sendo que esta última ajudou a que o Japão fosse o país mais medalhado desta prova, num total de cinco países que conseguiram medalhas.

    Foi assim a história do surf em Tóquio'2020, uma modalidade que viveu dias de exposição mediática como nunca antes havia tido e que a julgar pelos planos do COI veio para ficar neste mega evento. Pelo menos, até Los Angeles'2028, mas pelo andar da carruagem a coisa parece que não vai parar por aí.

     

     

     

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    ISA/Ben Reed/Sean Evans/Pablo Jimenez
  • Fonte
    Redação
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