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  • Já passaram dois anos desde o último MEO Rip Curl Pro Portugal. A festa volta a Peniche em março de 2022
    03 novembro 2021
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  • Fotografia
    WSL/Pedro Mestre
  • Fonte
    Alexandre Melo
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  • Foi a 26 de outubro de 2019 que a buzina mundialista tocou pela última vez em Supertubos. Numa fase em que as saudades já apertam, relembramos alguns traços do último MEO Rip Curl Pro Portugal.
  • Entre o chumbo do Orçamento do Estado, a chegada da primeira tempestade de outono e o fim de semana prolongado, houve um facto que passou no radar de um final de outubro mais agitado do que é habitual em diversos quadrantes. 

    No passado dia 26 de outubro, fez dois anos que terminou a última edição do MEO Rip Pro Portugal, a etapa lusa que integra o calendário da divisão máxima do surf mundial e que celebrou em 2019 a sua 11ª edição. Já lá vão, dois anos. Dois anos!!! 

    Muito poucos, para não dizer mesmo nenhuns, foram aqueles que após testemunharem em Supertubos a consagração de Ítalo Ferreira e da prodigiosa Caroline Marks regressaram a casa com o pensamento de que tão cedo não voltariam a ver em Portugal todo o naipe dos melhores surfistas do mundo.

    A culpa essa já todos nós sabemos de quem foi. A pandemia que apareceu, implementou-se e virou o mundo de pernas para o ar. Não houve Mundial em 2020, sendo que em 2021 tudo regressou, mas ainda longe das paragens que conhecemos de há uma vida. Para além de Supertubos, destinos icónicos como Bells Beach, Teahupoo e Jeffreys Bay também ficaram a ver navios. Resistiram Pipeline e Margaret River. 

    Em 2022, espera-se que seja o ano em que a normalidade venha a ser reposta no calendário do Mundial de Surf. Sem mais perturbações, por parte daquele que cujo nome estamos fartos de pronunciar.

    Uma coisa é certa, diz o calendário que o agora denominado MEO Portugal Pro não irá decorrer no outono do próximo ano, mas sim na primeira quinzena de março, numa fase em que o inverno queima os últimos cartuchos no hemisfério norte e começa a cheirar a primavera. Uma data que até significa um avanço em relação ao que estava previsto para 2021, com a etapa a estar agendada para fevereiro.

    Por isso, as condições a enfrentar pelos tops mundiais são diferentes daquelas a que estavam acostumados no mais famoso beach break do oeste português. Ah e também fará mais frio para quem for até à praia assistir ao grandioso espetáculo que é esperado entre os dias 3 e 13 março, a janela de espera da prova portuguesa. Curiosamente, esta libertação acontecerá num período em que fará dois anos desde que todos nós fomos enviados para casa, pela primeira vez. 

    Espera-se festa rija no mais famoso beach break do oeste português. Seja para dar aquele incentivo extra ao nosso Frederico Morais e mais surfistas portugueses que venham a vestir a licra de competição, mas também para voltar a ver ao vivo e a cores, se tudo correr bem, nomes como Gabriel Medina, o GOAT Kelly Slater, que já terá 50 anos (!), e John John Florence. É que se não temos tido CT de Peniche, a verdade é que John John não compete nessa latitude desde 2017, ano em que sagrou-se bicampeão do mundo. É quase meia década sem que um dos surfistas mais determinantes dos últimos anos venha competir à Capital da Onda. Lesões obligé.

    Numa fase em que as saudades já apertam, relembramos alguns traços do último MEO Rip Curl Pro Portugal. Naqueles dias em Supertubos, Ítalo Ferreira agarrou a licra amarela e ganhou o embalo definitivo para o primeiro título mundial da carreira, que viria a conquistar em Pipeline. Por sua vez, Gabriel Medina iniciou a muito contestada atração pelas interferências nos confrontos com o compatriota Caio Ibelli. No lado feminino, a teenager Caroline Marks brilhou perante as veteranas do circuito, numa época onde viria a ser vice-campeã mundial com apenas 17 anos. Um talento à solta!

    Quanto aos atletas portugueses, vivia-se uma temporada em que o nosso país não tinha nenhum atleta a tempo inteiro no World Tour. O então bicampeão nacional Miguel Blanco, Vasco Ribeiro e Frederico Morais defenderam a honra lusitana no Oeste, com Kikas a estar em trânsito para um soberbo final de 2019, pois viria a requalificar-se para o CT ao mesmo tempo que conquistou o Hawaiian Pro em Sunset Beach e tornou-se no primeiro surfista português a sagrar-se campeão do exigente WQS, o então circuito mundial de qualificação da World Surf League (WSL).

    Memórias de um passado próximo, mas ao mesmo tempo que nos parece tão distante, quase como que se pertencesse a uma outra vida, dado o período agónico que toda a sociedade foi forçada a viver, meses mais tarde.

    Porém, o facto de não haver CT de Peniche durante este período, não excluiu Portugal das provas da WSL. Bem pelo contrário, se há país quem tem recebido um montão de eventos da World Surf League é precisamente Portugal. Desde a MEO Portugal Cup Of Surfing ainda em 2020 e já em pleno período pandémico, passando este ano pelos QS da Caparica e Santa Cruz, o MEO Vissla Pro Ericeira e o Azores Airlines Pro, que decorre esta semana no icónico Areal de Santa Bárbara, na ilha de São Miguel.

    No bodyboard, regressou à água em 2021 a joia da coroa das provas internacionais desta modalidade no nosso país, o emblemático Sintra Portugal Pro. Agora, só falta mesmo os Supertubos voltarem a ser surfados pelos melhores surfistas à face da Terra! Depois de dois anos, já não falta assim tanto! 

     

     

     

     

     

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