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  • ISA esclarece “chumbo” olímpico de Joan Duru
    21 julho 2021
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  • Vários surfistas do Tour questionaram a situação nas redes sociais…
  • A poucos dias da estreia olímpica do surf, estalou a polémica nas redes socias, com a ISA a ver-se obrigada a vir a público defender a posição tomada perante a situação de Joan Duru. O surfista francês foi o único surfista “chumbado” pela ISA, ficando inelegível para ser o suplente francês em Tóquio, e exigiu explicações à ISA pelo sucedido. A reação da Associação Internacional de Surf não se fez esperar, mas foram muitos os surfistas profissionais que questionaram a situação.

    Tudo começa no facto de Joan Duru ter falhado o Mundial ISA de 2019. Supostamente o surfista gaulês encontrava-se lesionado, mas o apelo feito pela Federação Francesa não convenceu o comité avaliador da ISA, que inclui, entre outros, o português Gonçalo Saldanha. Dos 9 surfistas que enviaram apelos por ter falhado a participação no Mundial de 2019 e/ou 2021, apenas Duru viu negado esse apelo.

    A situação começa logo aí a merecer críticas. Uma vez que entre o lote dos outros surfistas cujo apelo foi aprovado estão nomes como Kelly Slater ou Johanne Defay, ambos com resultados dignos de louvor no CT pouco depois, no caso de Slater, e uns dias antes, no caso de Defay, da realização do Mundial de El Salvador. Mas ambos alegaram lesões, apresentando comprovativos médicos válidos. Algo que terá sido o que faltou a Duru.

    É neste ponto que podem ser geradas as maiores dúvidas de Duru, mas a ISA ressalva essa parte de o comprovativo médico do francês não ser válido ou não existir. Outro dos pontos que a ISA explicou é que no painel que avaliou a situação encontra-se a francesa Justine Dupont, mas por ter a mesma nacionalidade de Joan Duru não teve voto na matéria. Uma regra que está definida para o caso de pessoas da mesma nacionalidade.

    O norte-americano Conner Coffin foi um dos que não teve problemas de opinar publicamente sobre esta situação, questionando o facto de os outros surfistas terem sido avaliados positivamente. Outras das críticas vista foi o facto de os surfistas serem obrigados a ir aos Mundiais para poderem competir nos Jogos Olímpicos, embora muitas das estrelas como Medina ou Carissa Moore, tenham optado por fazer um heat e abandonar a prova.

    À parte desta situação, surgem críticas de surfistas como Ace Buchan que questiona o processo de qualificação. E é uma crítica válida, pois todos perceberam que o processo se foi tornando confuso com o passar do tempo e, no limite, até injusto. Mas é algo que faz parte do processo de crescimento de uma modalidade que só agora se vai tornar olímpica. O processo não estar afinado é normal. Anormal seria não mudá-lo para edições futuras.

    Outros questionam como o campeão mundial ISA em título, neste caso o próprio Joan Duru, não ter entrada direta para os Jogos Olímpicos. É uma questão válida e que vai ao encontro desse processo que ainda está por limar. Contudo, as regras foram definidas cedo e todos, incluindo o próprio Duru, sabia que não seria isso que lhe daria a qualificação. Só os mais desatentos podem questionar isso nesta fase.

    Com o CT a assumir prioridade no processo qualificativo, existiram vários países que preencheram logo as duas vagas máximas. Falamos de Brasil, Estados Unidos, Austrália e a própria França, no caso masculino. Qualquer outro surfista desses países que não estivesse entre os qualificados pelo CT já sabia que mesmo que fosse campeão Mundia ISA só conseguiria ir a Tóquio caso existisse uma lesão dos compatriotas apurados.

    A ISA viu-se assim “apertada” na praça pública, com críticas em várias frentes. Uma situação algo injusta até, perante todo o trabalho feito para colocar o surf nos Jogos Olímpicos. Embora todas as críticas possam fazer sentido, muitas delas não deveriam ser misturadas com a questão das lesões e do chumbo de Joan Duru. Faltou à ISA apenas explicar concretamente a razão do chumbo ao francês e o por quê do apelo não ter fundamento.

     

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