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  • Criadas plataformas portáteis que detetam contaminantes na água e em peixes
    16 julho 2021
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  • Um projeto que 'representa elevados benefícios socioconómicos e ambientais', diz a principal investigadora do projeto.
  • Investigadores do Instituto Superior de Engenharia do Porto (ISEP) anunciaram esta sexta-feira, dia 16 de julho, que desenvolveram plataformas portáteis de sensores e biossensores que permitem detetar contaminantes emergentes como antibióticos, hormonas, antidepressivos ou anti-inflamatórios na água e em peixes.

    Em comunicado, o ISEP afirma que as plataformas portáteis de sensores e biossensores para quantificar ‘in loco’ e a baixo custo os contaminantes emergentes em produtos de pesca e águas estão a ser desenvolvidas pelos investigadores no âmbito do projeto CECs (Bio)Sensing, que arrancou em julho de 2018 e deverá estar concluído em julho do próximo ano.

    “Sendo Portugal um dos países da União Europeia que apresenta um consumo mais elevado de peixe, é premente controlar a qualidade e segurança dos produtos de pesca, em especial das espécies mais apreciadas no nosso país, como a sardinha, cavala e salmão”, refere o ISEP, lembrando que a bioacumulação de contaminantes por organismos aquáticos é cada vez mais “uma ameaça à saúde pública”.

    “Os vulgares medicamentos que utilizamos no nosso dia-a-dia e que são excretados através da urina, acabam a contaminar rios e mares, sem que haja metodologias de controlo nem tecnologias de eliminação desses compostos”, afirma o instituto.

    Citada no comunicado, Simone Morais, a principal investigadora do projeto, salienta que atualmente “não existem métodos de análises de rotina para grande parte dos compostos”, uma vez que as metodologias são “muito caras e dispendiosas”.

    “Este projeto representa elevados benefícios socioeconómicos e ambientais. Os resultados rápidos e confiáveis, provenientes das plataformas, fundamentam decisões-chave no que concerne à gestão de produtos de peixe, resultando em processos produtivos mais verdes e eficientes”, assegura a investigadora.

    A par da deteção de contaminantes emergentes, o projeto pode potenciar “grandes poupanças”, uma vez que permite avaliar a qualidade do produto e decidir se se avança, ou não, com a comercialização.

     

     

     

     

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