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  • O homem acreditou e o sonho aconteceu! E tudo David Raimundo revolucionou!
    08 junho 2021
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  • Após três impensáveis vice-títulos mundiais consecutivos, o paradigma mudou com a entrada do surf nos Jogos Olímpicos. Mas Portugal não se fez rogado e quase levou a equipa completa a Tóquio...
  • Foi em novembro de 2013 que David Raimundo assumiu os comandos da Seleção Nacional de Surf. Antigo competidor e treinador de sucesso, Raimundo foi responsável pela formação de alguns dos grandes talentos da atual geração do surf nacional. Com o amigo inseparável Nuno Telmo somou sucessos na SurfTechnique, atual Associação Portuguesa de Surf. E daí até ser aposta firme de João Aranha, presidente da FPS, para comandar os destinos do surf nacional foi um pequeno passo.

    Em oito anos muita coisa mudou, fruto de uma revolução estruturada e profissionalizada da Seleção Nacional. E muita coisa foi conquistada. Parece que foi ontem, mas a verdade é que o caminho trilhado foi longo e trouxe momentos e conquistas históricas para o surf nacional. Algumas delas impensáveis àquela data. Ou só sonhadas pelo próprio David Raimundo. E nessa mudança de mentalidade também esteve parte do sucesso.

    Na primeira grande entrevista concedida no cargo, à extinta Surf Portugal, Raimundo não teve qualquer problema em colocar a fasquia acima do céu. O novo selecionador nacional via Portugal com obrigação de lutar por medalhas coletivas nos campeonatos internacionais e afirmar-se como grande potência europeia e mundial. Isto numa altura em que o tema olímpico ainda era uma miragem. O discurso poderia parecer irrealista e demasiado exigente, mas não foi preciso muito tempo para David transformar as palavras em atos.

    Nos últimos oito anos a lista de sucessos é bem grande. Tudo começou com um incrível vice-título mundial nos Jogos de 2015, em Nicarágua. A equipa lusa apenas foi batida pela Costa Rica e para tal muito contribuiu a medalha de prata de Nic von Rupp na prova masculina. E se alguns se atreviam a considerar tal feito como um mero exercício de sorte ou fruto da ausência das seleções mais poderosas, a resposta surgiu no ano seguinte, com mais um vice-título mundial, desta feita na Costa Rica, apenas atrás do Peru, muito por culpa das performances individuais de Pedro Henrique, Guilherme Fonseca ou Teresa Bonvalot, todos dentro do top 6 final.

    Como não há duas sem três, em 2017, em França, a equipa portuguesa repetiu mais uma medalha de prata coletiva, mostrando uma consistência única na história do surf nacional. Pedro Henrique foi o surfista em maior destaque individual, terminando com o bronze na prova masculina, e apenas a equipa da casa conseguiu superar a armada lusa nas contas finais.

    A partir daí a equipa portuguesa não conseguiu imitar estes grandiosos resultados no Mundial de 2018, nem do de 2019, onde já houve vagas em jogo para os Jogos Olímpicos. Mas aqui já falamos de um novo paradigma, em que as potências mundiais foram a jogo perto da máxima força, sedentas dessa glória olímpica prestes a chegar ao surf. E, perante isso, o selecionador soube melhor do que ninguém adaptar-se às exigências, onde uma vaga olímpica tinha bem mais peso do que uma simples medalha individual ou coletiva.

    Com a coerência de discurso que lhe é conhecida, David Raimundo passou a traçar como meta a ida a Tóquio. Foi, novamente, sem qualquer pudor que admitiu a possibilidade de levar quatro atletas – o máximo por equipa – ao Japão. Isto numa altura em que tudo era incerto e onde conquistar uma vaga já parecia ser um sonho. Mas foi novamente pelo discurso que tudo começou a ser desenhado.

    Em 2019 tudo girou em torno do sucesso de Frederico Morais, que ao ser o melhor europeu em prova carimbou logo uma vaga portuguesa para Tóquio. Pareceu simples atingir o Olimpo, mas numa prova onde estiveram presentes os melhores surfistas do Mundo, como Medina, Toledo, Kelly Slater, Italo Ferreira, Julian Wilson, Jordy Smith e muitos outros, nada poderia ser dado como garantido.

    É aqui que é preciso recuar mais uns anos. A 2013, quando Raimundo assumiu a pasta e também afirmou querer que a Seleção contasse com os melhores surfistas, como Frederico ou Saca, tradicionalmente afastados deste tipo de competições da ISA. Aquilo que parecia uma miragem, rapidamente se tornou numa realidade. Com um empurrão olímpico, claro, mas também com muita ajuda da gestão feita pelo selecionador nacional ao longo dos anos, não fechando a porta a ninguém e abrindo-as a todos, por igual.

    Depois da vaga de Frederico, tudo o que pudesse vir seria um bónus. Só que David Raimundo manteve o foco e não tirou da mente o objetivo de conseguir ainda mais vagas. Mesmo perante a incerteza de uns jogos que deambularam de data em data ao sabor da pandemia. Contudo, nesta história não houve vírus que abalasse as convicções do timoneiro nacional.

    Portugal repetiu em El Salvador a equipa que tinha estado no Japão, mesmo perante vários países que optaram por trocas substanciais e estratégicas. O selecionador, melhor do que ninguém, sabia que o trabalho começado anos antes era para ser terminado neste ciclo olímpico. E os frutos estiveram à vista. Mais duas vagas carimbadas e uma quarta que fugiu por muito pouco. Ainda assim, um feito estratosférico para o surf nacional!

    Raimundo ficou a uma pequena ronda de levar a equipa completa a Tóquio. Algo que há dois anos poderia parecer conversa fiada, mas que sempre foi um sonho transformado em atos pelo selecionador nacional. Apenas seis países conseguiram isso e todos eles potências históricas: Japão, Brasil, Austrália, Peru, França e Estados Unidos. Portugal falhou esse lote por muito pouco. E não foi por falta de talento ou ambição.

    É certo que em termos juniores o rol de conquistas não é tão vasto, mas até aí celebrámos a medalha de bronze de Afonso Antunes em 2019, que se somou aos feitos conquistados anteriormente e consecutivamente por Teresa Bonvalot. Não deixa de ser verdade que o talento nunca faltou aos jovens portugueses. Prova disso foram as medalhas conquistadas por Vasco Ribeiro nos Mundiais Juniores. Talvez faltasse apenas quem os fizesse acreditar que era possível.

    Esse deverá ser o grande reconhecimento e a maior medalha de David Raimundo. Crença e superação nunca faltaram aos representantes nacionais, que em El Salvador escreveram mais uma das muitas páginas douradas de um livro já bem preenchido do surf nacional. Uma narrativa que começou a ganhar outros contornos nos últimos oito anos. Além das vagas olímpicas conquistadas por Teresa Bonvalot e Yolanda Hopkins, Portugal ainda saiu com um incrível terceiro posto geral. É impossível pedir mais… É imperativo agradecer a quem, mesmo trabalhando na sombra, mais mérito teve nesta revolução de mentalidades no surf nacional! Obrigado, David! (E, já agora, a quem acreditou e apostou no seu trabalho!)

    John John Medina

     

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