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  • Halley Batista. O cometa nordestino que se fixou no Algarve
    16 maio 2021
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  • Fotografia
    wsl/Pedro Mestre
  • Fonte
    Redação
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  • Seja de shortboard ou longboard, o surfista natural do Nordeste brasileiro conta com inúmeros títulos no currículo.
  • A etapa do Porto da Liga MEO Surf ficou marcada por uma performance dominadora de Vasco Ribeiro. Contudo, houve um surfista que esteve quase a travar o ímpeto do tetracampeão nacional. Na final até foi ele a começar mais forte, com Vasco a virar a seu favor já perto do final. Apesar de derrotado, Halley Batista saiu do Norte com bons indicadores. Um nome que pode ser uma surpresa mais os mais despercebidos, mas que é de alguém com uma vasta experiência internacional.

    Natural do estado de Pernambuco, Halley começou desde cedo a dar nas vistas, sobretudo devido ao seu impressionante jogo de aéreos. Venceu várias etapas regionais e ganhou a alcunha de cometa, pela forma fácil como decolava das ondas. Dos regionais aos triunfos nos nacionais foi um passinho. E daí para o circuito WQS, onde também conseguiu vencer provas na fase mais imponente da sua carreira.

    O destino trouxe-o até ao Algarve, onde já tinha um dos irmãos a viver. Fixou-se em Aljezur e começou a impressionar por cá com os seus aéreos. Já há alguns anos que compete por cá, adquirindo a dupla nacionalidade e passando a representar Portugal na WSL. Mas foi preciso esta final no Porto para todos repararem no seu nome. Halley Batista. Um surfista de 35 anos, mas com muito surf ainda para dar e vender.

    Além do impressionante surf progressivo, Halley também se destaca pela versatilidade. Além de dominar a shortboard, Halley venceu várias etapas de longboard, tanto a nível regional como nacional, quando ainda estava no Brasil. Chegou inclusivamente a competir em provas da WSL nesta categoria. Algo que corre no sangue da família, pois a irmã, Atalanta, já foi várias vezes campeã brasileira e chegou a ser top 5 mundial.

    No palmarés Halley Batista conta com títulos regionais, nacionais e também latino-americanos. No WQS venceu um 4 estrelas em 2013, em Itacará, no Brasil, depois de no ano antes já ter vencido um 2 estrelas em Hyuga, no Japão. Outro dos grandes resultados da carreira, foi o 3.º posto alcançado em 2011 no 6 estrelas de Ubatuba, onde só foi travado por Kolohe Andino. Feitos que o tornaram num dos principais nomes do surf nordestino.

    Por esta altura, Halley estava perto do top 100 mundial, mas foi aí que entraram os problemas com patrocínios, o mesmo que afetou tantos e tantos talentos brasileiros. Embora, nunca tenha parado de entrar em eventos do QS, o surfista de Maracaípe não conseguiu dar o salto de patamar que o colocasse mais perto do topo mundial. Até que há um par de anos veio para Portugal.

    Apaixonou-se pelo sul, onde tem o seu próprio negócio, e ajudou o jovem prodígio João Maria Mendonça na parte mais técnica do seu surf. Além disso, não perde a oportunidade de competir pelas ondas nacionais. Já o tinha feito em anos anteriores na Liga MEO e na última etapa de 2020 até já tinha chegado às meias-finais. No QS também mantém a adrenalina ligada, como aconteceu esta semana em Santa Cruz, onde foi dos representantes em destaque nos primeiros dias de prova.

    Mas, currículo à parte, uma das maiores virtudes que apresenta pelas praias da costa portuguesa é o sorriso e boa onda que o acompanham sempre. Uma boa energia do tamanho dos seus aéreos!

     

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