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  • Sete apontamentos sobre o Allianz Ericeira Pro
    12 abril 2021
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    Jorge Matreno/ANSurfistas
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    Redação
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  • Afonso Antunes e Carolina Mendes foram os grandes vencedores, mas houve muitos mais nomes em destaque, numa etapa que ficou marcada pelo singrar da nova geração.
  • O melhor surf nacional teve início no passado fim-de-semana na já mítica praia de Ribeira d’Ilhas. Mais uma vez a Liga MEO Surf deu o exemplo no regresso à normalidade, colocando os surfistas portugueses num patamar de exceção em tempo de pandemia. E ninguém perdeu a oportunidade de brilhar no Allianz Ericeira Pro.

    Longe da perfeição de outrora, mas sempre presentes, as ondas brindaram os surfistas para três dias recheados de ação, com alguns momentos altos pelo meio. Afonso Antunes e Carolina Mendes foram os grandes vencedores, mas houve muitos mais nomes em destaque, numa etapa que ficou marcada pelo singrar da nova geração.

    - Antes mesmo do começo da etapa, uma coisa saltou à vista dos mais atentos. A lista de espera para entrar na prova masculina superava os 30 nomes. O que significa que mais de 30 surfistas quiseram entrar em prova e não conseguiram por falta de seeding. Algo que demonstra bem a procura cada vez maior para uma competição que já conta com 72 vagas disponíveis, contando com os trials. E pelo meio dessa lista viam-se nomes como o de Kiron Jabour, um habitual top 100 mundial, com residência em Portugal, que já entrou em várias etapas da Liga, mas que ultimamente já não o tem conseguido fazer devido a esta imensa procura.

    - Com o triunfo obtido na prova masculina, Afonso Antunes provou que a vitória do ano passado e o facto de ter lutado pelo título até final não foi obra do acaso. Com 17 apenas, Afonso já abana vivamente a bandeira do futuro do surf nacional, mostrando-se como um digno sucessor de Frederico Morais e Vasco Ribeiro. Todos percebem que esta foi apenas a segunda de muitas etapas que irá somar ao currículo. Até ao dia em que der o salto internacional e a Liga já seja “pequena” para ele. Previsões à parte, o que mais entusiasma em Afonso é que, além do surf maduro que já denota, apresenta um fator raro e decisivo nestas andanças: sabe perfeitamente gerir os eventos em crescendo, guardando o melhor para as rondas finais. Na Ericeira estreou-se com um score de 9,35. Foi melhorando em todas as rondas, com exceção do quartos-de-final, e terminou com 15,25 pontos na final, naquele que foi o melhor score do evento. Esta maturidade competitiva vale ouro!

    - Na prova feminina foi Carolina Mendes a mostrar muita leitura numa onda sempre “especial”. Carol troca o power que algumas das principais adversárias apresentam, pela graciosidade e precisão do seu surf. Foi taticamente perfeita em Ribeira d’Ilhas e não teve tarefa fácil, numa competição em que a 2.ª ronda já começa a ser bem difícil de passar para qualquer top seed e onde teve de superar Teresa Bonvalot nas meias-finais e a inspirada Kika Veselko na grande final. Talvez seja justo considerar Kika a surfista do evento, pela boa forma que demonstrou do início ao fim do evento. Mas a verdade é que no fim a experiência de Carol fez a diferença. E já lá vão 10 vitórias na Liga MEO para uma surfista que tem a sua quota de importância na explosão que se registou no surf feminino nacional. Três dessas vitórias em Ribeira d’Ilhas, o que não é para todos!

    - A nova geração fez um verdadeiro statement na Ericeira. Aliás, a final entre Afonso Antunes e Guilherme Ribeiro acabou por ter ainda mais simbolismo por isso mesmo. Embora com dois anos de diferença, foram autores de inúmeras finais nos escalões mais jovens e sempre se distinguiram como os dois maiores destaques da sua geração. E se muito já aqui se disse sobre Afonso, também Gui merece os mais rasgados elogios, provando que pode bater qualquer nome. Só que nem só estes dois talentosos surfistas estiveram em destaque. Até mesmo a geração seguinte, dos surfistas que estão a chegar à casa dos 16 anos já deu um ar da sua graça. Nomes como Francisco Mittermayer, Rodrigo Chaves, Francisco Ordonhas ou Rodrigo Lebre destacaram-se nas rondas inaugurais e são a prova viva da grande fornada de surfistas que está a caminho. Nesta etapa foram eles, na próxima poderão ser outros… como Matias Canhoto, João Roque Pinho ou Lourenço Sousa, entre tantos outros. As ausências de top seeds podem prejudicar o mediatismo do evento, mas têm o lado positivo de abrir espaço para esta juventude despontar.

    - Mais do que um apontamento sobre o evento, este é sobre o estado do surf em geral. Há menos de 10 anos, lembro-me de um artigo que fazia furor sobre os surfistas em Portugal sem autocolante no bico da prancha, ou seja, sem patrocinador principal. Ao contrário de agora, a esse era um fenómeno raro e a lista era reduzida. Mas a tendência para aumentar começava aí. Agora, poucos anos volvidos, talvez seja mais fácil fazer a lista dos surfistas portugueses que ainda têm um autocolante a sério no bico da prancha. Daqueles que dão dinheiro, obviamente… Este pódio nem foi dos mais marcantes sobre este tema, mas lá pelo meio estava uma das muitas provas que existem no surf nacional de que com apoios muito mais se podia fazer. Quando vemos Carina Duarte a fazer 3.º lugar e a surfar como as melhores, isto depois de já ter deixado a carreira de competidora há vários anos, questionamo-nos por que razão a antiga campeã nacional pendurou a licra. A verdade é que o contexto não ajuda muitos dos jovens talentos a prosseguir o seu sonho. Carina, por exemplo, tem 27 anos. Maria Abecasis deixou as competições com praticamente 20 anos e um ano depois de ser campeã. Francisca Santos… Enfim, se no passado já são tantos exemplos, no futuro podem ser muitos mais. O que é uma pena!

    - Menção honrosa apenas para outros jovens nomes que podem não ter ido tão longe quanto desejavam, mas que mostraram muito surf e cuja evolução os vai colocar no pódio mais rapidamente do que imaginam. Joaquim Chaves é talvez o caso mais evidente entre a nova geração. Está com um surf cada vez mais aprimorado e só por azar ainda não conseguiu um resultado ao nível do patamar em que está. Mas há mais, como Diogo Martins, Martim Paulino, Martim Nunes ou José Champalimaud. O futuro, que já não está assim tão longe, é desta geração.

    - E para todos estes jovens há um nome que pode servir de exemplo: Pedro Coelho. Foi aos 26 anos que o surfista da Linha conseguiu o primeiro pódio da carreira na Liga MEO Surf. “Tapado” por uma excelente geração de surfistas, como Vasco Ribeiro ou Miguel Blanco, Coelho cresceu sempre na sombra e longe dos grandes resultados. Mas o título da persistência sempre foi dele. Top 20 nacional desde 2014 e tendo um 14.º posto como melhor ranking da carreira, nesta fase são muitos os que o podem questionar sobre a razão da sua insistência. A resposta foi dada este domingo, com a chegada às meias-finais, tendo sido goofy a chegar mais longe no evento. Nunca é tarde quando o surf está lá!

     

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