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  • 5 razões para Kikas ser o porta-estandarte português em Tóquio
    24 abril 2021
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  • Cerimónia de abertura é um dos pontos altos dos Jogos, mas este ano terá número de presenças reduzida devido à pandemia.
  • Estamos a cerca de três meses dos Jogos Olímpicos de Tóquio e as expectativas e o suspense em torno das olimpíadas são cada vez maiores. Numa altura em que o Japão anunciou o terceiro estado de emergência, devido à pandemia, que já tinha adiado o maior evento desportivo do Mundo em 2020, as interrogações voltam a surgir. Embora os responsáveis nipónicos não queiram sequer equacionar novo adiamento, para já. Dessa forma, os Jogos de Tóquio parecem ser o palco ideal para uma mensagem da humanidade contra o vírus. Uma edição ainda mais especial por todo este contexto, mas também por marcar a estreia olímpica de modalidades como o surf.

    Com apenas quarenta surfistas a poderem marcar presença na prova olímpica de surf, 20 homens e 20 mulheres, Portugal é um dos países com vaga já garantida. No próximo mês, durante o Mundial ISA de El Salvador, até poderemos ter mais portugueses a garantir o sonho olímpico, mas, para já, sabemos que Frederico Morais vai ser um dos surfistas olímpicos em Tóquio, fruto de ter sido o melhor europeu nos Mundiais ISA de 2019.

    Curiosamente, à medida que se aproximam os Jogos Olímpicos, Kikas parece estar a crescer cada vez mais de forma. O 3.º posto alcançado em Narrabeen, na terceira etapa do CT 2021, já depois do 9.º de Newcastle, em ambas as ocasiões eliminado pelo atual número um mundial Gabriel Medina, deixam o surfista de Cascais no 8.º posto do ranking mundial. Aos 29 anos, Frederico atravessa, sem dúvida, um dos melhores momentos da carreira e tem dado cartas num tipo de ondas que se assemelham às japonesas, onde não se pode esperar condições épicas.

    Ora, nesse sentido, tudo isto dá ainda mais força à ideia de Frederico Morais chegar ao Japão, não como um favorito, mas como um real candidato às medalhas olímpicas. Sabendo que nomes como Gabriel Medina, Italo Ferreira e John John Florence são os três grandes nomes em prova, a verdade é que Kikas se pode incluir noutro lote de pretendentes, onde estão colegas da elite mundial, como Julian Wilson, Jordy Smith ou Kanoa Igarashi. Depois, é uma questão de estar no sítio certo, no momento certo, tal como é característica do surf.

    Tudo isto faz-nos acreditar que Frederico é uma das maiores esperanças nacionais em Tóquio e também uma das grandes estrelas da comitiva nacional, que, neste momento, conta já com 57 atletas confirmados. E olhando bem para todos os apurados, mas também para todo este contexto, ninguém nos tira a ideia de que Frederico Morais seria um excelente candidato a porta-estandarte português na simbólica cerimónia de abertura dos Jogos.

    Marcada para 23 de Julho, dia que deverá ser o de abertura da competição, que depois decorrerá até 8 de Agosto, também a cerimónia vai sofrer o impacto da pandemia. Isto porque já há vários meses que o Comité de Organização dos Jogos de Tóquio anunciou a redução drástica do número de participantes para metade, de forma a cumprir as regras de seguranças, evitando possíveis contágios.

    Nesta cerimónia, o porta-estandarte acaba por ser sempre um atleta em destaque. Quer seja pela representatividade que tem para o país, por motivos de longevidade, de importância ou até de altas expectativas. Um momento alto para qualquer desportista. Nomes como Fernanda Ribeiro, Carlos Lopes, Nélson Évora, Telma Monteiro ou Nuno Delgado já cumpriram essa missão num passado recente, alguns deles em edições em que viriam a ser medalhados.

    Por estes dias, ainda é uma incógnita quem vai suceder ao experiente João Rodrigues (vela), porta-estandarte nos Jogos do Rio de Janeiro’2016. Mas aqui ficam cinco fatores a favor de Frederico Morais para ter essa posição de destaque em Tóquio:

    - Um deles, e dos mais importantes, é o já referido momento de forma que Frederico atravessa, que o coloca como top 10 mundial. Até Tóquio ainda se disputarão mais quatro etapas do CT, pelo que o surfista português até poderá melhorar este registo. Isto porque é unânime na crítica até internacional que Kikas é um dos surfistas com maior evolução neste arranque de temporada de 2021;

    - O ponto anterior faz de Frederico um dos principais atletas portugueses candidatos a medalhas. Olhando para todo o lote de apurados, Morais pode dividir protagonismo com outros nomes como o luso-cubano Pedro Pichardo, Patrícia Mamona ou Sara Moreira, todos do Atletismo, o canoísta Fernando Pimenta, o ciclista Rui Costa – aqui ainda não há nomes definidos, apenas duas vagas já garantidas para o país - ou mesmo as equipas de Andebol e de Ténis de Mesa. Talvez Pimenta se apresente mesmo como o principal nome da lista se olharmos para possibilidades de medalha;

    - A favor de Kikas, há o simbolismo da estreia do surf nos Jogos Olímpicos. E Portugal ter conseguido marcar presença, não deixa de ser um facto histórico, numa nação que apenas começou a despontar para este desporto na década passada, com os feitos de Tiago Pires. Mas há mais simbolismo envolvido, se olharmos para a ligação da história portuguesa com o mar e a famosa época dos descobrimentos. Se em séculos passados dominámos o Mundo através de caravelas, agora Frederico tenta fazê-lo no mesmo meio, mas com uma prancha debaixo dos pés;   

    - Não menos importante, nos dias que correm é a imagem. E nisso, Frederico Morais é um dos desportistas com mais estilo da comitiva. Característica bem marcante do desporto que representa. A juntar a isso, Frederico tem associado a si uma rica cultura desportiva, que tem origem numa linhagem familiar de grandes campeões;

    - The last but not the least, apesar da distância do palco da prova de surf, que será disputada em Tsurigasaki Beach, em Chiba, a cerca de 90 km de Tóquio, a cerimónia de abertura deverá acontecer dois dias antes do arranque da prova de surf, que está marcada para dia 25 de Julho. Algo que dá margem de gestão para Frederico Morais marcar presença numa cerimónia que tem sempre o seu desgaste associado para um atleta de alta competição.

     

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